segunda-feira

A caҫar com gato

 


As coisas não andam fáceis para estas bandas. Depois de Servilha nunca mais a corrida foi uma constante para mim. Primeiro foi a recuperaҫão dos 6 meses a preparar as maratonas (Porto e Sevilha)... e soube mesmo bem fazer o reset.

Quando voltei, foi aos poucos ... a vontade era de me dedicar trilhos, sem grandes objectivos, mas com vontade de voltar a uma prova de 3 digitos mais para meio do ano. Ainda fiz duas provas de trilhos aqui na zona mas comecei a sentir um desconforto grande na zona da púbis ... pubalgia!!! Era leve pelo que fui mantendo corridas ligeiras durante a semana. Numa dessas corridas lesionei-me num gémeo ... e parei.

Em fim de Abril/inicio de Maio apanhei Covid e entretanto já se passou quase 1 mes ... do gémeo recuperei, mas da pubalgia, mesmo com estas semanas todas de paragem a coisa está sem grandes melhorias. Ando a tratar a coisa e tenho que ter paciencia ... não tenho data para voltar, embora esteja a pensar em participar nos 10km dos Trilhos dos Fogaceiros este fim de semana. Vamos indo vamos vendo.

O problema é que ando cheio de vontade de correr, de treinar, de ter objectivos, de ir a provas ... e estou gordo... ganhei quase 3kg ... tenho que fazer alguma coisa em relaҫão a isto ...

Até ao dia de hoje, em 2022 fiz ca.950km (550 dos quais em Janeiro e Fevereiro),... no mesmo periodo do ano passado levava já 2003km...

A alternativa para ter alguma rotina de treino é andar de bicicleta ... até gosto, mas a verdade é que quando dou as minhas voltinhas só me imagino a correr pelos sitios onde passo 😉 ... pelos vistos não há perigo de se perder um enorme talento da corrida para as bicicletas 😊

Portantos ... enquanto não posso caҫar com cão vou caҫando com gato!!!



quarta-feira

Uma corrida muito especial - parte 2

 

a Pikinita fez de reporter ...

Foi em Abril de 2013, uns dias antes de participar na Maratona de Paris que realizei a primeira corrida muito especial ... com a Maria, a minha mais velha tinha 7 anos na altura.

Este fim de semana chegou a vez da mai nova ... a minha Bé que tem 8 anos.

Foi há poucas semanas que a levamos a ver a Fiães Night Run ... ela participou na aula de Zumba de aquecimento, colocou o meu dorsal e se pudesse teria participado na corrida ... foi uma supresa porque já tinha tentado algumas vezes que ela participasse em provas para crianҫas, propostas sempre negadas. Desta vez ficou a promessa de a levar a uma prova logo que se proporcionasse ...

Entretanto apareceu a possibilidade de a inscrever nos Kids Trail dos Trilhos dos Fogaceiros ... mostrei-lhe o cartaz e a resposta foi imediata ... “Quero ir” ... “então tenos de fazer uns treininhos 😉” ... e foi assim que no domingo fomos dar uma volta ao quarteirão que tem exactamente 1km ...


Aconteceu o que acontece a todos ... saiu disparada e depois teve que parar várias vezes ... ainda por cima os últimos 400m são a subir ... 😊😊😊 ... é para ela aprender ... ora espreitem lá o video da coisa 😉

 



No próximo fim de semana voltamos a treinar ... queria ver se a levava a fazer uns trilhos, e dia 4/6 lá estará a fazer 1km pelos trilhos de Santa Maria da Feira.... quem sabe não lhe pega o bichinho 😉



Trilhos dos Pernetas 4.7 - a familia que escolhemos

 


5ª feira, 28/4/2022, 9h

Estou sentado na mesa da sala, com uma chávena de café na mão, a olhar para o meu pc que está aberto em cima da mesa. Ao mesmo tempo estou com os pensamentos a mil ... “ver se ganho energia para ir a Aveiro levantar os dorsais ainda de manhã, espero mesmo que os sacos fiquem prontos hoje, se for preciso vou a Viana de tarde .. logo à noite se não me sentir melhor não vou fazer sacos, deve ter muita gente, descanso e amanhã já estou aí para as curvas novamente” ...

 ... “mas que merda é esta? Não acredito nisto....”

tinha passado mal a noite e fiz um teste que tinha em casa só porque sim

O mundo parou ali uns valentes segundos, o meu cerebro deu um nó e acreditem que andei ali a virar aquela caixinha de plástico em vários sentidos para tentar perceber o que estava a acontecer. Voltei a olhar para as instruҫões à procura de não sei o que, mas era mesmo verdade ... tinha acabado de testar positivo à Covid.

A minha primeira reacҫão foi ligar à Pikinita, que trabalha em ambiente clinico com pacientes de alto risco. Ainda a apanhei antes de entrar ao trabalho ... fez o teste e veio para casa. Positivo também.

Depois estive largos minutos sentado a fazer contas de cabeҫa ... estou “out” para domingo, essa é que é essa. O que importou para mim ao inicio foi tentar arranjar soluҫão para os problemas imediatos que havia a resolver ... felizmente o que não falta é gente comprometida com o projecto. O Domingos prontificou-se a ir buscar os dorsais, o Bruno iria tomar conta do resto dos recados... foi apenas quando esses problemas ficaram resolvidos que caí em mim.

Eu, Carlos Cardoso, Perneta Mor não vou poder ir aos Trilhos dos Pernetas ... foda-se!!! Conseguem imaginar o que me ia na alma? Mas como é possivel, quase 3 anos de Covid e tinha que ser logo agora? Eu tenho uma particularidade que é não ficar muito tempo a chorar sobre o leite derramado e tentar olhar em frente, arranjar algo em que me focar. Havia uma prova para organizar, tinhamos mais de 1000 pessoas para receber em Canedo e entravamos nos últimos 3 dias onde tudo acontece no terreno. Deixa-te de merdas e sigaaa ...

 

5ª, 6ª  e sábado, dia 28,29 e 30/4

O que se passou de seguida foi algo que me encheu de orgulho. Informada a familia Perneta sobre o que se estava a passar, e depois do choque inicial, era ve-los a dar ainda mais no duro para que tudo estivesse pronto no dia, ... com o Bruno a substituír-me no comando.

uma parte muito importante, ir buscar as cervejas ...

5ª feira à noite até me emocionei ao ver o directo da malta na escola, ao preparar os sacos ... tantos Pernetas ali presentes, quais formigas a trabalhar focados sem que no entanto se perca a parvoice a a boa disposiҫão de sempre. Talvez seja sempre assim, mas parece que o facto de eu (e a Pikinita) ter tido este azar ainda uniu mais a familia Perneta ... uma coisa é certa, nunca uma noite de preparacao de sacos teve tanta gente envolvida como este ano. Maravilha.

As babes ....

Na 6ª foi provavelmente o meu pior dia de Covid, com dores no corpo e de cabeҫa, e a dificuldade em levantar-me foi muita. Mas um brufen no bucho fez com que me conseguisse arrastar até ao pc ... passei boa parte do dia a elaborar mapas em excel, distribuindo tarefas, falando com as pessoas... a base usada foi a dos anos anteriores ... se funcionou bem porque mudar? Fiquei rapidamente descansado ao ver com o afinco que a malta agarrava os pendentes. Uma equipa unida em volta do projecto, sempre com o Bruno de batuta na mão. Á noite estava tudo pronto, de tal forma que o sábado de manhã foi usado para a malta fazer uns treininhos pelos percursos para esticar as pernas e ver se as fitas estavam no sitio certo.

tudo pronto ... impecável


em casa tb estava tudo a andar ... os habituais bolos e aletria caseira


Sábado de tarde, à hora marcada, comecava a entrega dos dorsais ... e lá estavam mais que muitos a dizer presente novamente. Cerca de metade dos dorsais entregues nessa tarde ... muitos outros afazeres bem adiantados o que era fantástico pois iria facilitar em muito o arranque no dia seguinte ... muito bom. Exclente trabalho.

tudo pronto a tempo e horas ...
 

Dia 1 de Maio – o dia P

Não dormi um caraҫas e não teve nada a ver com o Covid. Durante a noite dei por mim ansioso, nervoso ... os mesmos sentimentos que tenho nos outros anos. Ainda não eram 4 da manhã, levantei-me e fui para a sala para não incomodar a Pikinita. Tinha dito que estaria disponivel durante o evento para ajudar no que fosse possivel.

Enquanto estava ali na sala a fazer horas bateu aquela tristeza, e bateu forte ... puta que pareu lá a minha sorte, o cabrão tinha que me ter apanhado logo neste altura. Eu quero ir para Canedo!!!  Eram 5h30 e eu sabia que a Pernetada estava já em movimento e foi por volta desse hora que comecei a receber as primeiras chamadas. Ajudou a fazer esquecer a tristeza ... 

Ia estando atento à página do facebook, onde um ou outro directo me davam alguma informaҫão. Só me apetecia estar a ligar para toda a gente para saber como corriam as coisas, mas como é lógico, não o fiz. Já basta o stress inerente do dia, não precisam de mais um a chatear não é?







O que mais me preocupava é o mesmo que todos os anos me preocupa mais ... as marcaҫões dos percursos. Por muito que andemos em cima, por muito que andemos a falar com as pessoas das casas por onde passamos, há sempre zonas onde as fitas são arrancadas,  ou pior como voltou a acontecer, as fitas são retiradas e utilizadas para remarcar em sentidos que nada tem a ver com a prova. Aconteceu num troҫo dos 30km e felizmente fomos a tempo de o corrigir. Filhos da Puta ... uma coisa é um velhote de uma casa qualquer arrancar umas fitas, outras coisa é alguém retirar fitas e meticulosamente usar as mesmas para marcar o percurso para levar os atletas num sentido errado ... eu muito gostava de saber quem foi ... a sério que gostava.

Os meus amigos fizeram questão de arranjar forma de eu estar presente em Canedo... foi através de um poster meu, semi-nú, que deve ter feito mais km para trás e para frente que eu normalmente faҫo quando participo em carne e osso😊




Entretanto eram 9h e estava na hora da primeira partida, a dos 30km ... pronto, arrancou ... pouco podemos fazer agora a não ser rezar para que corra tudo bem. 9h15 arrancaram os dos 18km e às 10h os 10km e a caminhada. Assiti a tudo pelos lives no fb. O ambiente era o habitual, muito descontraído e divertido.


A partir daqui fui fazendo algumas chamadas com as pessoas dos abastecimentos e fui sendo informado que estava tudo a correr sobre rodas. E quando comeҫaram a chegar à meta os primeiros atletas (neste caso dos 18km) fiquei mais descansado ... comeҫavam tb a chegar as primeiras msg a dizer que a malta tinha adorado, que estava tudo impecável ... e descontraí completamente... maravilha.

Durante o resto do dia mantive-me atento aos lives, vi a entrega dos prémios e já se via tambem as primeiras postagens dos atletas nas suas redes sociais. Foi a forma possivel de me manter informado.

a gente avisou que ele ia fritar ovos 

Já passava das 16h quando a festa acabou ... mas a pernetada ainda tinha muito que fazer ... o habitual. Estava com um sentimento agridoce, muito feliz por tudo ter corrido tão bem, triste porque gostava mesmo de ter lá estado - e eu merceia ter estado lá.

Mais um ano, mais uns Trilhos dos Pernetas de grande nivel ... as pessoas de certeza que não deram o seu tempo e dinheiro por mal empregue, divertiram-se, competiram, superaram-se e no fim comeram mais uma vez a sandocha de presunto com ovo e beberam a bela da mini gelada 😉 Muita gente deve continuar a perguntar como é possivel um bando de “idiotas” "parvos" organizar um evento desta envergadura e, modéstia à parte, com esta categoria. Ás vezes até parece fácil não é? O segredo continua a ser o mesmo ... somos muitos, temos muita vontade em fazer, muita vontade em receber, muita vontade em estar juntos, sendo a parte económica secundária. Enquanto houver vontade vamos continuar, a partir do momento em que deixar de fazer sentido deixaremos.

Para mim foi muito difcil assistir ao longe, mas por outro lado isso deu-me uma percepҫão diferente. O que sei é que fiquei estremamente orgulhoso de toda a equipa, o envolvimento de todos foi inexcedivel, e o facto de eu não poder estar, fez cada um sentir ainda mais a responsabilidade deste evento ... foram fantásticos e, como referi acima, foi um orgulho enorme ver a forma como deram conta do recado com mestria ... acho que já me posso reformar tranquilamente 😊


A familia que escolhemos

Estava eu já completamente descontraído, no sofá com a Pikinita a devorar uma série da Netflix e ouҫo muito barulho na rua. Pareciam uns miúdos a jogar à bola, o que é estranho, porque aqui no bairro isso normalmente não acontece. Não liguei ... pouco depois a barulheira intensifica-se ... a Dora levanta-se e vai à varanda .... “são os Pernetas!!!” ...

é páh ... a sério? ... esta malta não existe ... depois de 3 dias de trabalho intenso, dia e noite, de um dia extenuante a nivel fisico e mental, de terem estado em pé desde as 5h da manhã – eu sei bem do que falo - aquelas alminhas foram buscar os meus pais e fizeram mais uma catrefada de km para virem aqui ao prédio trazer umas sandes de presunto, uns camarões e fazer um brinde conosco ... ... isto é amizade ao mais alto nivel, isto é amor!!! 

Tive que usar mais uma vez o humor como defesa para não me desmanchar ... foda-se, alguma coisa eu tive que fazer de bem na vida para merecer uma familia assim ... adorei, ganhei o dia, encheram-me o coracão ... quase que valeu a pena apanhar covid por causa desta cena, quase ....


Melhor que explicar é ver este video... aqui neste link.

(1) Facebook

Compreendem agora porque é que sempre me repito dizendo que no limite pode haver igual, mas melhor é impossivel?

MUITO MUITO OBRIGADO PESSOAL!!!! A FAMILIA PERNETA É MESMO DO MELHOR!!!

Venha a ediҫão 5.8!!!

quinta-feira

Á "gadelha" pelos Trilhos Termais

 


Continuo sem rotina de treino e sem grande vontade em treinar com afinco. A verdade é que ainda não defini os próximos objectivos, por outro ando a gerir alguns problemas nos adutores e por fim também acho que mereҫo uma pausa depois de tantos meses de alcatrão. Tudo desculpas para resumir numa palavra ... “malandrice” 😉

Mas sinto que a vontade está a voltar aos poucos – a prioridade neste momento a nivel de corridas é colocar os Trilhos dos Pernetas do dia 1/5 no terreno. Depois arranjo um objectivo dos grandes que me vai motivar novamente. Já me conheҫo 😉

Nos Trilhos de Vila Maior ganhei o gosto de competir em provas de trilhos. Foi muito fixe andar ali pela luta de lugares na classificaҫão. Vai daí inscrevi-me nos Trilhos Termais nas Caldas de S.Jorge para ir à gadelha com quem aparecesse ... escolhi a distancia mais longa, 20km com 600mD+. Conheҫo grande parte daqueles trilhos de alguns treinos que de vez em quando vou fazendo por lá, o suficiente para saber que me esperava uma prova bastante corrivel e rápida, muito mais ao meu jeito do que percursos muito técnicos.

Apesar de já contar com bastantes ediҫões e de ser perto de casa, seria a minha estreia nos Trilhos Termais. Era a 3ª vez que estava inscrito, das outras duas vezes tinham surgido imprevistos que não me deixaram marcar presenҫa ... da última vez tinha chegado a casa da minha mãe para deixar as minhas filhotas enquanto eu ia fazer a prova e ela tinha acabado de partir umas costelas no Continente às compras, tinha tropeҫado numa palete e arranjado um trinta e um 😉 ... mas à 3ª foi de vez.

Cheguei lá a meia hora da partida ... tudo tranquilo. Fui sozinho mas rapidamente encontrei mais uma camisola encarnada do CAL ... o Nuno Silva que estava inscrito nesta prova desde 2019, antes da pandemia. Muita gente conhecida como já se esperava, muita conversa e meio mundo a gozar comigo por levar uma mochila de hidrataҫão às costas ... que querem, eu sei que a prova era rápida e eram “apenas” 20km mas gosto de ir prevenido ... não tenho uma mochila simples e pequena só para o básico, levei a minha de 12 ltr com a qual fiz a PT281 ... apenas com dois flasks, 1 gel, a imprescindivel manta térmica e o frontal porque pelas minhas contas de certeza que ia chegar de noite.

Já na zona de partida comecei a olhar para a malta que ali estava ... um pelotão bastante competitivo para um trail que não faz parte de nenhum campeonato. Quase todas as “trutas” aqui da nossa região estavam presentes, além de outros nomes conhecidos pelos seus resultados de outras partes do país. “Perneta, hoje não há pódio para ti” 😉 ... não é que eu esteja habituado, mas se houver hipotese porque não? 😉 ... de repente mais duas camisolas das nossas ... o Bruno e o Elisio tb apareceram, como sempre os últimos a chegar. E deu-se a partida ...

Que inkipinha de luxo 

Parti mais uma vez de trás ... as primeiras centenas de metros são na pista de treino do estádio do Caldas S.Jorge e atraso-me um pouco pois está muita gente à minha frente e não dá para passar. Apenas na rampa de saída para a rua consigo comeҫar a ultrapassar, aproveitando tb o primeiro km pelas estradas das Caldas maioritariamente a descer para tentar chegar o máximo possivel à frente ... mesmo com a pasmaceira das primeiras centenas de metros ainda deu para fazer 4,17m/km ao primeiro km .. imaginem.

Pouco depois entramos nos trilhos e comecei a estabilizar o andamento, tentando e conseguindo com facilidade andar abaixo dos 5min/km, mesmo quando apareceu a primeira subida mais comprida, onde muitos já comeҫavam a caminhar e eu usava a minha táctica de Vila Maior ... correr sempre que possivel, nem que fosse a trote. E assim continuava a ganhar lugares, de trás para a frente ... pouco depois entravamos nos trilhos junto ao rio que vão das Caldas a Pigeiros para depois seguir em direcҫão a sul (Feira, SJ Madeira). 

Pouco mais de 3km e já estava “sozinho” ... via um rapaz a 100m e a Cristiana outros 100m mais à frente. Passei a usa-los como motivaҫão para manter o ritmo vivo ... a média andaria por volta dos 4,45m/km nesta altura e sentia-me bem. Ainda antes do parque de lazer em Pigeiros passei o moҫo e logo de seguida apanhei a Cristiana que ia a bom ritmo ... mantive-me atrás dela enquanto duraram os single-tracks ... para mim uma das partes que deu mais gozo fazer.

aproveitar as lebres de luxo ...

Não tardou a voltarmos aos estradões em terra mais largos, e a comeҫar a aparecer algumas subidas ... os 600m D+ da prova tem que vir de algum lado não é? Mantiva a táctica de corrinhar mesmo quando a coisa inclinava bastante ... passei a Cristiana e pouco depois viria a passar um colega com o qual viria a ter uma “disputa” engraҫada nos próximos 10km. Parecia um deja-vú vivido no trail de Vila Maior ... nas subidas eu passava e ele ficava para trás bastante, nos planos ele recuperava e nas descidas dava-me uma abada que nem era bom ... foi mesmo engraҫado e ao mesmo tempo motivava e não deixava baixar a guarda.

Mais ou menos a meio de percurso, num trilho ao lado da A32 ouҫo passos acelerados atrás de mim e uma voz conhecida ... era o nosso Nuno Silva a grande velocidade ... se eu ia pouco acima de 4m/km imaginem ele. Tinha “acordado” e entrado na prova ... o rapaz bebeu uma garrafinha de tinto antes de ir à prova e demorou metade do tempo para ganhar embalo 😊

“Anda, cola-te a mim” ... brincalhão este Nuno Silva ... vai à tua vidinha mas é que eu ainda sou muito novo para falecer. E ele foi ... (eu viria a chegar antes dele, mas cada coisa a seu tempo). Mais ou menos a meio eu ia com a média abaixo dos 5m/km ... parti com o objectivo de fazer melhor média que em Vila Maior (5,39) e parece que ia ser fácil ... estava a sentir-me bem e não estava a ver que pudesse ter uma quebra tão grande que pussesse isso em causa.

topem os flasks dancantes ... fartei-me de levar com eles nas trombas

O meu “adversário” tinha fugido numa descida mas já o voltava a ver à minha frente ... era a subir e mais uma vez o deixei para trás. Mal acabava de subir tentava dar um sacão no ritmo para ver se ele desmotivava mas mal vinha uma descida só lhe via o pó que ele deixava no ar. Foi numa ultrapassagem que trocamos as primeiras palavras ... “muito gostava eu de descer assim” ao que ele retorquiu “é só deixar ir” ... pouco tempo depois lado a lado já conversamos mais um pouco, ele era ali da zona do Furadouro e poucas subidas tinha para treinar.

Foi ca. dos 14 km que aconteceram duas situaҫões que mudaram a minha prova ... primeiro a junҫão dos percursos com o trail curto, onde comecei a apanhar muita gente e como é lógico nos single-tracks as ultrapassagens tornaram-se dificeis e o ritmo médio que até ali ia em cima dos 5m/km comeҫou a baixar. Também deixei de ter noҫão quem eram os meus “adversários” e quem era do curto ...

Mas pior foi o cair da noite ... o meu frontal é bom é para uns treininhos em estrada pela cidade, ali servia de pouco. Nestes últimos 4 ou 5 km, por receio, tive que reduzir muito o meu andamento ... a partir do km 14 foi raro o km abaixo dos 5,30m/km, e não por falta de pernas ou energia. Muita gente nos trilhos (agora tb da caminhada), uma luz fraquinha que não me deixava ver em condiҫões onde colocar os pés. Sem stress ... não me quero é magoar.

a sapatilhinha de estrada é que nao falha quando o tempo está seco ... manias

No meio daquela confusão entre atletas de várias provas e dos caminheiros o ambiente estava excelente ... o pessoal bem disposto, as bocas uns aos outros, ainda consegui reconhecer alguns e uma coisa é certa ... as subidas fazem-se muito melhor à noite porque não consegues ver o que ainda falta e vais andando 😊 .... eu sei que ultrapassei muita gente mas tb fui muito ultrapassado nesta fase ... e quando dei por ela já estava a chegar às Caldas novamente ... para chegar à meta tens primeiro que vencer uma rampa em alcatrão que é um mimo ... fiz questão de a correr ... depois entrei no estádio para a volta da consagraҫão antes de cortar a meta com 1h52 para uma meia maratona em trilhos ...ritmo médio de 5,19m/km... bem bom 😊

dava mais uma volta, a sério que dava

nada mau ...

Muito satisfeito igualmente com a minha classificaҫão geral ... 21 na geral e 6º no escalão ... o Nuno Silva chegou uns minutos depois de mim porque se enganou no percurso ... caso contrário era mais um à minha frente ... sinto que poderia ter feito uns 4 ou 5min abaixo disto mas pelo que aconteceu a partir dos 14km não foi possivel. Para andar ainda melhor à “gadelha” tenho que pensar em outros pormenores como tentar partir mais à frente ou evitar o tipo de mochila que levei para distancias tão curtas (ok, ok, vocês tiveram razão em gozar comigo), demasiado grande fartei-me de levar com os meus flasks saltitantes na tromba 😊 ... tb tenho que comprar um frontal em condiҫões para as provas nocturnas ... o meu xpto da Petzl foi-se e eu como não tinha nenhum objectivo grande pela frente comprei um fraquinho na Decathlon só para desenrascar nos treinos.

Quanto à prova eu gostei ... a organizaҫão esteve bem como sempre, o ambiente estava muito bom, muita gente conhecida, os trilhos são o que são e conseguem tirar máximo proveito de uma zona por entre freguesias e onde o ponto mais alto pouco passa dos 250m, tendo como parte muito bonita as partes junto ao rio. Por isso tudo, acaba por ser um parte pernas porque práticamente te obriga a correr sempre 😉. Parabéns à organizaҫão.

E agora? Já me inscrevi para outro trail de 20km para o próximo fim de semana ... outra vez para ir à “gadelha” 😉

segunda-feira

Trail de Vila Maior - modo competitivo on

 

Para quem acompanha este cantinho já não é novidade nenhuma que eu adoro é correr, seja em estrada ou em trilhos. Tb não é novidade nenhuma que em estrada sou muito competitivo e tento (quase) sempre dar o máximo, tento fazer o melhor resultado possivel. Já nos trilhos tenho por habito curtir, o ambiente, o percurso, a malta, tiro milhentas fotos, aproveito os abastecimentos e coiso e tal. Normalmente o meu lugar é no último terҫo do pelotão quando ando nos trilhos e está muito bem assim.

A “culpa” de encarar os trails desta forma tem a ver com o meu “Mantorras”, o meu joelho direito que há quase 20 anos (faz este ano) se partiu todo (rotuliano, ligamentos, menisco) e foi tudo com o c@r&%&& num acidente a jogar à bola – quem me operou na altura disse-me para eu esquecer o futebol e qualquer desporto de impacto – que me dedicasse à nataҫão 😉. A verdade é que depois de 3 anos de recuperaҫão voltei a jogar futsal e um pouco mais tarde comecei a correr ... tudo desportos sem impacto absolutamente nenhum 😉.

A verdade é que o direito não tem estabilidade e por causa disso o meu cérebro (sim, tenho uma coisa dessas, pequeno mas tenho) desenvolveu medo em certas situaҫões fazendo com que nunca a perna direita vá à frente ... saltar um simples muro por exemplo, passar uma árvore caída, saltitar de pedra em pedra ... a tendencia é parar, se possivel segurar com mãos e depois avanҫar com o esquerdo. Isto faz com que seja o gajo mais lento nas descidas do trail nacional, um autentico trambolho. E quanto mais técnicas e inclinadas pior ... os meus compinchas Pernetas fartam-se de gozar comigo mas eu até gosto ... aliás ... foi o meu joelho direito que me deu a “alcunha” de Perneta .

Por isso, podemos categoricamente afirmar que foi o meu joelho direito que fundou os Pernetas!!! Ah pois é bebé!!!

E o que tem isso a ver com o 2º trail de Vila Maior? Nada ... ou tudo ... apenas há 2 semanas é que eu me lembrei que estava inscrito neste trail dos nossos vizinhos. Tinha-me inscrito em 2020 e como a coisa tinha sido cancelada por causa do Covid nunca mais me lembrei. O mesmo aconteceu com a grande maioria das pessoas que eu conheҫo e participaram ... é que a organizão a nivel de comunicaҫão não funcionou muito bem. A título de exemplo fui para a prova sem saber quase nada sobre o percurso ... sabia que eram 25km, mais nada ... se tinha abastecimento, qual a altimetria, nada ... mas como era ali na zona vizinha a Canedo e eu já por lá tinha feito uns treinos não me preocupei muito. Sabia que não poderia ser muito técnico nem que teria muitas subidas e descidas prolongadas ... no entanto sabia que muito provavelmente ia ser um mói pernas porque o percurso iria a convidar a correr, ou seja, favorecia-me 😉 ... e sendo assim porque não mudar o chip e fazer este trail em modo competitivo? Vamos a isso ...

Vinha do treino para a Maratona e embora nas últimas semanas tenha andado a malandrar bués alguma dessa preparaҫão ainda deveria estar neste corpinho. Depois tinha a dúvida como é que eu iria reagir a correr em trilhos, algo que não fazia há mais de meio ano, especialmente saber como as pernas se iam comportar a subir visto que desnivel nestes últimos meses foi muito pouco. Na semana passada fui 2 vezes aos trilhos ... fiz o percurso da Capela de Santo André (ca.20km com 650D+ e algumas belas rampas) todo a correr sem parar, mesmos algumas rampas mesmo muito acentuadas, e tudo a uma média abaixo dos 6min/km de forma tranquila... senti-me muito bem. Depois na 5ª feira fui experimentar o percurso que desenhamos para os trilhos do próximo domingo, o treino aberto chamado Trilhos dos Inha em Canedo ... 12,5km com 600mD+ bem durinhos. Tb correu bem. O único problema eram os meus adutores que continuam a não estar a 100%. De resto estava pronto 😊

Como não choveu a semana toda decidi levar as sapatilhas de estrada ... sinto-me bem com elas em trilhos secos e pouco técnicos. De trail tenho umas velhinhas Ultra Raptor (ideais para distancias longas, mas pesadas) e umas Saucony de que gosto muito mas quando mete paralelos ou até alcatrão húmido parece que estou numa pista de gelo. E pelo que conheҫo da zona iriamos passar por várias zonas residenciais ... não me enganei.

Pétaculo ...

No dia lá cheguei com a Pikinita a Vila Maior faltavam 45min para o inicio ... tudo muito tranquilo, estacionamos a 100m do local de partida. Já sabiamos que iria estar pouca gente, a data coincidia com uma catrefada de outras provas (trail e estrada), uma delas o mitico Paleozoico apenas a 30min de distancia de Vila Maior. Levantamento de dorsais tranquilo, muita gente conhecida, conversas de circunstancia e um breve briefing onde fiquei a saber que o percurso tinha uma volta de 15km, depois passaríamos novamente na zona de partida para fazer mais um percurso de 10km completamente diferente do inicial. Haveria um abastecimento aos 7,5 e outro aos 15 junto à partida. Levava comigo o suficiente para me safar sem abastecimento ... 2 geis e 1 ltr de isotónico. Objectivo era tentar uma média abaixo dos 6min/km e tentar a melhor classificaҫão possivel. Foi a primeira vez que corri no escalão M50, apesar de ter apenas 49 ... nesta prova conta o ano civil ... sabia que havia 18 inscritos M50 e conhecia alguns – se tinha hipotese para um pódio? – era dar o máximo e no fim logo se veria.

o McGiver do trail ...


Nem eramos muitos, nem poucos ... bem pelo contrário

Mal deu o tiro de partida tivemos umas boas centenas de metros em alcatrão, maioritariamente a subir antes de entrarmos nos trilhos. Parti sensivelmente a meio e logo a bom ritmo ... ao meu lado aparece o Domingos que me tinha dito que andava a treinar pouco 😉 ... e eu lá fui com ele os primeiros 2 ou 3 km ... de trás para a frente, sempre a passar gente. Fazer quase 3km bem abaixo dos 5min/km fez-me pensar o que andava ali a fazer, que se continuar assim vou levar um estouro daqueles e decidi abrandar e controlar um pouco mais o andamento. Só para terem uma ideia o Domingos ainda iria fazer 3º na geral.

Tinha decidido que iria tentar corrinhar as subidas todas ou quase todas enquanto houvesse forҫa nas pernas ... era a forma que eu tinha para compensar o tempo que perdia nas descidas. Cada um tem que lutar com as armas que tem, não é? Modo competitivo on.

A partir de um certo momento já ficas ali num lugar em que já não vai muita gente ... são uns 4 ou 5 que vais passando ou te vão passando a ti enquanto os km tb passam. No meu caso, sou ultrapassado nas descidas e voltava a apanhar a malta nas subidas que teimava em fazer maioritariamente a correr ... ali por volta dos 4km passa o Agostinho por mim e eu penso “ó diabo ... eu vou aqui com o maquinão do Agostinho? Estás a exagerar ó Perneta”  ... a verdade é que nunca mais o vi a não ser na meta 😉

Numa rampa passo por um colega do Feirense, o Ricardo que me diz “não é permitido passar a subir” ... eu só lhe disse ...”deixa lá, já me apanhas na descida” ... e assim foi ... não demorou muito a ouvi-lo dizer “pareces bruxo” ao ultrapassar-me em mais uma descida .... sei que acabamos por fazer alguns km juntos e apesar de irmos em amena cavaqueira o ritmo não baixou muito e chegamos à conclusão que um misto entre mim e ele até poderia dar um atleta razoável ... eu a subir e ele a descer 😉 ... foi assim até sensivelmente aos 10km ... 

... reconheci o local de um treino de Carnaval que tinha feito há 3 semanas atrás ... tinha havido ali um abastecimento onde devo ter bebido 1 litro de cerveja na altura (pensando bem, nesse treino demorei quase o mesmo tempo para fazer 10km que iria gastar hoje para 23). Outra coisa que sabia é que a seguir vinha uma subida bem jeitosa ... e foi nessa subida que fiquei sozinho ... mais à frente, novamente a subir viria a passar o último atleta que me lembro ... deveria ir com uns 11 ou 12km ... não iria ganhar nem perder mais nenhum lugar até ao fim ... e ainda estavamos a meio. Mas como é evidente, na altura não sabia.

Pouco depois entrava no relvado sintético do estádio do Vilamaiorense para passar no pórtico e seguir para a próxima volta. Alguém grita ... “Siga, só mais 10km” ... olho para o relógio que marca 13km (1h12 ... bem bom) ... afinal vai dar menos km ... à minha frente ninguém e atrás de mim tb não. Nem vi se havia abastecimento ... ainda tinha 500ml de isotónico e um gel, sigaaaa. O tempo estava fresco e 1h deve chegar ...


oupas ...mais 10km

Reconheҫo o sentido em que a percurso nos está a levar ... vamos para o gasoduto que tem umas rampas que metem respeito. Mas para subir temos primeiro uma longa descida acentuada, metade em alcatrão e metade em terra. Uns 200m à minha frente um atleta ... que me dá uma motivaҫão extra de o tentar ir buscar. Sinto-me com forҫa. Mas mesmo andando muito perto dos 4m/km não me consigo aproximar. Vamos ver como será nas subidas ...

... em treinos já fiz as subidas e descidas do gasoduto a correr ... desta vez não. Só vou até metade a corrinhar e já é bom ... consigo chegar mais perto do atleta da frente. Volta algum alcatrão em plano e volto a não conseguir aproximar ao gajo que rola ligeiramente mais rápido que eu ... estamos em Sanguedo, fazia esta zona perto dos passadiҫos algumas vezes em treino ...

... quando voltam as subidas ele caminha e eu esforco-me para corrinhar, ele tb corrinha um pouco intercalando com caminhada. Eu aguento e apanho-o ... consigo passar a subir mas um pouco mais à frente comeҫo a caminhar para beber ... ele volta a apanhar-me e passa por mim .. é nesta danҫa que meto conversa ... faltam sensivelmente 4km para a meta.

Chama-se Ernesto, é da Juventude Cortegacense e já participou várias vezes nos Pernetas. A cara não me era estranha. Além disso é M50 e ficou claro que a disputa pelo lugar mais alto do pódio no nosso escalão seria entre os dois... mas a competiҫão tinha acabado ali, aproveitamos a companhia um do outro para não baixar o ritmo e lá fomos a conversar até ao fim. Á entrada do estádio ele diz “vou arrancar “ e eu só disse “ sigaaaaaa “ ... ele esteve à minha frente praticamente toda a prova, mesmo nestes últimos km foi quase sempre ele a puxar pelo que era mais que merecido ele ficar à minha frente. Além disso, mesmo que fosse decidido ao sprint eu perdia ... é que além de ser o maior trambolho a descer do trail nacional sou tb o gajo mais lento em sprint, mas de longe 😊



Obrigado Ernesto ...

2h10 para 23 km com quase 800mD+ ... uma média de 5,39m/km que para mim em trail é algo quase impensável. Fiquei muito satisfeito com a prestaҫão, aguentei e geri muito bem esforҫo de tal forma que se me dissessem que era para dar mais uma volta eu dava na boa, um bocadinho mais devagar mas ia. O resultado vale o que vale, 7º lugar na geral e 2º no escalão (em 13 velhotes que acabaram) ... beneficiei de sermos poucos e do regulamento considerar o ano civil pois era dos mais novos ... se fosse nos M40 não teria tido qualquer hipotese ... só sei que os velhotes correm muito ... só para terem uma ideia, o primeiro senior aparece na 14ª posiҫão 😉 ... mas prontos, foi assim e há que aproveitar as poucas oportunidades que surgem, neste caso o primeiro pódio num trail.

ao que isto chegou ...


lindoooo

Gostei de competir, gostei daquela sensaҫão de lutar por um lugar, de experimentar diferentes tácticas para tentar chegar mais à frente. Por outro lado faltou algo que gosto, que é desfrutar dos trilhos ... não houve tempo para tirar fotos, nem me lembro muito bem do percurso ... a atenҫão ia para ver onde colocava os pés e para não falhar nenhuma das fitas. Por falar nisso, o percurso estava muito bem marcado ... uma palavrinha para a organizão, que sendo muito inexperiente e me tendo deixado de pé atrás pela falta de informaҫão sobre a prova, até que conseguiu colocar em pé uma prova onde o essencial não falhou. Além da comunicaҫão pré prova, acho que podem melhorar um pouco nos abastecimentos ... de resto estiveram bem. Eu gostei, parabéns malta!!!

De salientar que a Pikinita tb trouxe um caneco para casa, mais um. Fez 3ª no escalão F40 tb nos 23km ... para quem anda sem treinar há 2 semanas e já não faz um treino de trilhos talvez há mais de meio ano não esteve mal 😉 ... ouvi dizer que as dificuldades comeҫaram logo de inicio e que aos 18km deu um estouro monumental ... haviam de a ver ao inicio da tarde, já em casa ... o estouro continuava 😊😊😊 ... faz parte 😉



No próximo domingo é dia de Trilhos do Inha, organizado por nós ... um treininho aberto incluído no Circuito de Trail de Santa Maria da Feira e onde vamos percorrer o percurso dos trail curto dos Trilhos dos Pernetas em 85% ... escondemos umas novidades ... serão 12,5km com 600 D+ 😉