domingo

24ª Meia Maratona de Ovar - 2012

Hoje fui participar na Meia Maratona de Ovar, que já conta com 24 edições, sendo uma das mais consagradas meias maratonas de Portugal. Foi a minha 2ª participação, depois de no ano passado ter batido o meu recorde pessoal (entretanto melhorado por duas vezes) e ter ficado grande fã desta prova. A particularidade deste ano prendia-se com a data do evento, ao contrário de todas as outras edições que sempre foram no feriado 5 de Outubro, este ano realizou-se a 7 de Outubro – o organização estava com receio que o feriado fosse “cortado” já este ano e não correu riscos.
 
Como me encontro em plena preparação para a Maratona do Porto, e minha intenção para hoje era de fazer um treino longo. Tinha pensado em fazer 10km antes da prova e depois fazer a corrida em ritmo descontraído perto das 2h. A coisa não foi bem como eu tinha planeado.
Para começar, estava meio adoentado, este tempo frio de manhã e à noite, e quente durante o dia fez-me mossa, e passei 6ª e sábado um pouco “mole”, com alguma expectoração mas pelo menos sem febre. Hoje quando me levantei sentia-me um pouco melhor, embora ainda sentisse o corpo um pouco dorido. Encontrei-me com o pessoal do costume (Badolas, Zé Miguel e Bruno) no sítio habitual (Beto em Fiães) por volta das 7.45h e depois de uma viagem curta chegamos a Ovar onde nos encontramos com o resto do pessoal para o café da praxe, alguma conversa e para combinar que a apresentação oficial do CAL será a 1 de Dezembro 2012. De referir que um pouco antes me encontrei com o Gil, um colega de trabalho da Cinca, em tempos atleta de corridas mais curtas (400 e 800m se não me engano), que afastado das correrias há muitos anos, desta vez decidiu voltar a calçar as sapatilhas e nas últimas semanas andou a preparar esta prova que se realiza na sua terra.
Quando dei por ela, e perdido nas conversas, já era tarde para fazer 10km antes da prova….mesmo assim ainda deu tempo para fazer 6,5km, um aquecimento mais longo na companhia do Bruno. Chegamos à zona de partida quase em cima da hora e ficamos quase a fechar o pelotão. O ambiente era muito bom, estavam quase 2000 atletas inscritos na Meia e muita gente a participar na caminhada (acho que neste caso nem ficam atrás das grandes provas do Porto). O ambiente era óptimo, com a cidade de Ovar a sair à rua para assistir ao evento – o tempo quente ajudava à festa. Ainda encontrei o Pedro, um antigo colega de escola que corre pelo Caldas de S.Jorge. Não tardou o tiro de partida e lá seguimos (eu e o Bruno) em ritmo descontraído pelas ruas de Ovar – os primeiros 6kms são às voltas pela cidade passam num ápice, muito por culpa do muito público a incentivar os atletas. Estava tão descontraído que na 2ª passagem pela zona da partida me dirigi a uma roulotte de farturas para pedir “uma dúzia delas” à menina, que naturalmente me mandou dar uma volta, conselho que segui à risca :D. Com o entusiasmo até íamos já um pouco acima da velocidade que pensava imprimir (ca.5,25min/km). Quando saímos da cidade “a coisa piorou”, devido ao calor abafado que se fazia sentir, aliado a alguma fraqueza que sentia, fez com que começasse a sentir algum cansaço. Entretanto apanhamos o Zé Miguel e quando entramos na avenida que ia dar ao Furadouro (a descer), com um bocadinho de vento contra, voltei a sentir-me bem. Mesmo sem querer o ritmo tinha aumentado ligeiramente (em média à passagem dos 10km estávamos nos 5,18min/km). Não tardou chegamos à minha parte favorita desta prova, quando passamos na rua junto ao mar no Furadouro, a estrada “estreita” com o muito público a incentivar de ambos os lados….o ritmo sobe sem nos apercebermos. Pouco depois estávamos a passar os 15-16kms, zona onde o Bruno disse que iria abrandar um pouco e o Zé Miguel decidiu o mesmo. Sentia-me bem e decidi tentar fazer os últimos 5kms a um ritmo mais alto e acelerei. Daqui até à meta foi sempre a ultrapassar gente, aguentei-me bastante bem e ainda deu para fazer o último km abaixo de 4,30min/km. Tempo oficial 1h48,08  (média 5,08min/km) – embora este seja o meu segundo pior registo de sempre em meias maratonas (das 9 que fiz até hoje) e a 13minutos do meu melhor registo, conseguido há 3 semanas atrás, fiquei satisfeito, porque tinha feito o treino que queria – embora estivesse mais cansado do que pretendia. No total não fiz os 30kms que queria (fiz pouco mais de 27km), mas fi-los mais depressa do que planeado. Vamos lá ver como recupero, pois 3ª tenho de voltar à estrada.
O pessoal do CAL (participação em massa como sempre nesta prova) esteve como sempre, impecável. Todos concluíram as suas provas, tendo no Miguel Barbosa (tinha que ser meu primo) o melhor elemento desta vez, acabando em pouco mais de 1h21min, logo seguido do Nuno Silva em 1h23. Todos os restantes concluíram as suas provas (Sr.Dias, Sr.Francisco, Sr.Alberto (este tem 24 participações em 24 edições), Sr.Paulino, Sr.Constantino, Badolas, Zé Miguel, Bruno e eu próprio), não havendo recordes pessoais a assinalar.
De salientar que o Gil (da Cinca) completou a prova com 1h49min, a parece tomado pelo “vírus” da corrida, já falando em próximas provas e até em aventurar-se numa maratona – se quiseres és bem-vindo ao CAL – gajos porreiros tem sempre lugar neste clube. E mais uns treinos e ninguém te segura, ficas numa classe à parte com o Miguel Barbosa e Nuno Silva.
Destaco ainda a estreia numa meia maratona de outro colega da Cinca, o Vitor Sousa em 2h09min. Tinha feito a preparação para se estrear na Meia Sportzone no Porto, mas um azar não o permitiu. Hoje consegui-o, está de parabéns e espero que seja a primeira de muitas.
“Encontramos” durante a prova o Joel Santos, amigo de trabalho do nosso Nuno Silva, que nos tinha acompanhado na aventura de Madrid em Abril deste ano. Depois de provas de 10km, agora já fez umas meias. Tb és bem-vindo ao CAL e prepara-te, pois consta-se que em Abril 2013 a malta vai à Maratona de Paris.
Uma palavrinha para a organização, a cargo da AFIS. Fenomenal. O percurso é fantástico, muito público, bons abastecimentos (então as esponjas com este calor sabem muito bem) – sem dúvida uma das minhas provas preferidas. Muitos parabéns e se puder para o ano contem comigo novamente.
Aqui umas fotos tiradas antes da prova:
 
Badolas - quando vires calças dessas para homem avisa-me por fvr, ok? Ahh....e este meu amigo hoje largou mais uma pérola....diz ele "Ó Carlos, e se usasses uma BRACELETE nesse cabelo?"...e depois a malta é que tem a mania de se meter com ele...
 
 Zé Miguel - estavas cá com uma vontade hoje...

Eu...."lindo" e "maravilhoso" como sempre....

Bruno - não te adianta nada meteres a barriga para dentro.....
 
ahh, e por fim uma invenção de uma equipa de colegas das corridas.....a tropa manda desenrascar..
 

sábado

Madre Teresa de Calcutá Corredora?

“….Quando não puderes correr por causa dos anos, trota.
Quando não puderes trotar caminha.
Quando não puderes caminhar sózinho usa uma bengala.
MAS NUNCA TE DETENHAS”

“Madre Teresa de Calcutá”

segunda-feira

Treininho à maneira - sinto que tou quase lá.....

Vejam a cara com que se fica depois de ter corrido 32,5km em 2h44min - Tenham MEDO!!!:


Esmoriz-Cortegaça-Maceda-Furadouro-Ovar e voltar. A média deu 5,04min/km, sendo que a meio ia com 5,13min/km....os últimos 10km fiz a 4,49min/km e ainda fazia mais alguns no fim . Acho que estou perto da forma que necessito para dia 28 deste mês chegar ao fim da Maratona do Porto em 3h30min. Já falta pouco.....

Analice Silva - história de vida de uma grande mulher



Em criança foi abandonada pela família. Trabalhou como escrava até se casar. Fugiu do marido, grávida, porque ele foi violento. Aos 37 anos deixou de fumar e começou a correr. Hoje, com 68 anos, acha as maratonas demasiado fáceis, por isso prefere provas com mais de 100 quilómetros.
Eram 23h55 do dia 31 de Dezembro de 1980 quando Analice Silva, 37 anos, apagou pela última vez um cigarro. Dias antes, o jornal que passeava de mesa em mesa no café onde trabalhava, no Rio de Janeiro, noticiara que os pulmões de um fumador necessitam de dez anos de repouso até voltarem a ter saúde. “Dez anos é muito tempo. Fiquei assustada. Então achei que a única maneira de voltar a ter os meus pulmões cor-de-rosa era correndo. E comecei logo nessa noite”. Nessa passagem de ano, Alice calçava uns chinelos e vestia um macacão curto, de calções e alças. Mesmo assim, desceu até ao calçadão de Copacabana e começou a correr. Foi do Leme até ao Arpoador e voltou. Depois repetiu. “Fiz 16 quilómetros. Foi a primeira vez que corri na vida. Fiquei toda partidinha”, recorda à SÁBADO.

Analice Silva, hoje com 68 anos, vive num pequeno apartamento em Odivelas com o gato Kikas, que trata por “meu filho”, tem uma reforma de 272 euros, cuida de um senhor de idade para ganhar mais algum dinheiro e continua a correr. Mas já se deixou de aventuras de 16 ou 20 quilómetros. O mínimo que faz, para lhe dar algum prazer, são maratonas. E mesmo essas já são “demasiado fáceis”.
“Tenho muita pena de nunca ter contado os quilómetros que já fiz na vida. De certeza que estava no Guiness”. Provas de 100 km de estrada já fez 22. “As de 100 km de montanha foram muitas mais, mas já perdi a conta”. Nos últimos três anos fez por três vezes Os Caminhos do Tejo, corridas de 146 km. Foi também a Espanha correr provas de 167 km, subiu do Alhambra à Serra Nevada (50 km, sempre a subir), fez Lisboa-Mação (254 km). A maior prova em que entrou na vida foi a Volta ao Minho (385 km). Maratonas e meias-maratonas já foram tantas que nem entram nas contas. Até aos 70 anos, ainda quer correr muito. E gostava de ainda conseguir cumprir o maior sonho da vida: participar na Maratona dos Sabres, uma prova de 243 km pelo deserto do Sahara, em Marrocos. “É um sonho. É o meu sonho. Sei que não vai acontecer, porque é uma prova muito cara, não tenho dinheiro e ninguém quer patrocinar uma velha. Mas enquanto for viva vou ter esperança”.
Esperança é o nome da vila onde Analice nasceu, em Paraíba, nordeste do Brasil. “Tive seis irmãos, mas quatro morreram. Só fiquei eu e a minha irmã mais nova”. Numa casa “com falta de amor”, não foi feliz. Com três anos, o pai entregou-a a uma senhora que vivia na cidade mais próxima, Campina Grande. Foi ela que fez de Analice a sua escrava. “Eu fazia tudo o que havia para fazer, desde os três ou quatro anos de idade. Cuidava de bebés e aguentava o trabalho de roça, ou quinta, como se diz aqui em Portugal. Era escravatura, mesmo”. A única coisa que recebia era uma cama. “Comida só mesmo quando havia”. Ainda hoje se lembra de ter ficado de castigo porque um dia comeu um pedaço de pão sem pedir autorização. “Era gente pobre armada em rica, que queria ter criados, mas que não podia pagar. E então tinha escravos”.

Acabou por ser devolvida à família aos oito anos. Encontrou a mesma casa de onde saíra. “Não havia aconchego, só violência. E então fugi”. Meteu-se num autocarro e foi até ao Recife, onde continuou a fazer trabalho escravo, sem receber salário. Até ao dia em que conheceu Evandro, um pescador de lagosta de Recife por quem se apaixonou. “Antes de nos casarmos, disse-lhe que tolerava tudo no casamento, menos porrada”. Evandro aceitou a condição e levou-a à letra. “Ele estourava todo o dinheiro que ganhava em meninas e bebida. Mas eu fechava os olhos, desde que ele não me batesse”. A paz durou pouco. Estavam casados há seis meses quando uma discussão terminou mal. “Ele deu-me um empurrão. Nem foi uma coisa muito violenta, mas foi em frente a uma vizinha. Se fosse em nossa casa, se calhar perdoava, mas por ter sido em frente a outra pessoa fiquei com tanta raiva, tanta vergonha, que me fui embora”. Analice revirou o colchão onde o marido guardava o dinheiro e tirou o suficiente para o bilhete de autocarro até ao Rio de Janeiro. “Foram oito dias de viagem, por estradas de asfalto. Passei tanto frio e tanta fome que só eu sei”.

Chegou ao Rio quase sem dinheiro, sem família ou amigos. “Comprei um jornal e comecei a ver os anúncios de emprego”. Arranjei trabalho em casa de umas pessoas a fazer o que sempre fiz, limpeza, cuidar de crianças, tudo”. Ao fim de umas semanas percebeu algo de diferente no seu corpo. Estava grávida. “Não fazia ideia que tinha engravidado no Recife. Mas não contei nada ao meu marido. Ele nem sabia que eu estava no Rio. Deixei-lhe um bilhete a dizer que tinha ido para norte, e vim para sul, para ele não me procurar”.

A gravidez levava sete meses quando a criança deu sinal de querer nascer. Analice foi para o hospital, fizeram-lhe o parto mas o bebé nasceu morto. “Hoje, acho até que foi uma sorte. Eu não podia ter uma criança naquelas condições. Para quê? Para virar um malandro?”. Nunca mais quis ter filhos. Nem quando se apaixonou por Júlio, um boliviano “muito decente” com quem foi feliz durante nove anos. Com emprego durante o dia, estabilidade em casa, Analice aproveitou a noite para estudar e tirar o ensino primário. “Foi já nos anos 70. Sabia que sendo analfabeta não ia conseguir muita coisa, por isso estudei”.

Até que chegou a tal passagem de 1980, a do último cigarro e da primeira corrida. Dia 1 de Janeiro correu novamente no calçadão, outra vez à noite. Dia 2 também. E em todos os outros dias do mês. Foi outra notícia de jornal que a fez levar a corrida mais a sério. “Eu li no jornal: Corrida feminina Avon. E decidi participar. Fui lá e ganhei uma medalha e uma camiseta. Achei que era uma campeã. Uns dias depois, foi a corrida do Corcovado. Mais uma medalha e outra camiseta. E no mês seguinte fiz a primeira meia-maratona. Demorei três horas”, recorda Analice, soltando uma gargalhada.
Um ano depois, chegaram a maratona e a primeira prova de 100 quilómetros, entre Uberlândia e Uberaba, em montanha, sempre a subir e a descer. “Venci essa prova e fiz 11h42m, que passou a ser recorde sul-americano. E foi durante muito tempo. Nos três anos seguintes ganhei sempre essa corrida”.

Analice começou então a olhar para o calendário internacional de provas. Queria fazer a sua quinta corrida de 100 quilómetros no estrangeiro. Viu que havia uma em Santander, Espanha. “Fui lá e ganhei. Depois já não quis voltar para o Brasil. Fui para Madrid, procurei o consulado brasileiro e foi o embaixador que me deu o dinheiro para eu vir para Lisboa”.

Analice chegou a Portugal em finais de 1986. Só conhecia uma pessoa, Eugénia Gaita, uma corredora amadora que era enfermeira no Hospital de São José. Arranjou emprego em casa de um casal na Av. João XXI, em Lisboa. “Era como no Brasil — não ganhava. Trabalhava para ter comida e sítio onde dormir”. Sem tempo para treinar, Analice arranjou um recurso. “Como o prédio da casa onde trabalhava tinha sete andares, subia e descia as escadas durante três horas seguidas. Dava para treinar”. Nos dias mais calmos, conseguia ir até ao estádio do Inatel onde ficava a dar voltas à pista até contabilizar 50 quilómetros. Nos dias de descanso ia de transportes até ao Cais do Sodré e corria até Cascaisa, e voltava. Ou então apanhava um autocarro para Setúbal, e atravessava a Arrábida até Sesimbra. “Eu não saía de casa para correr menos de três horas. Isso não é treino”.

Hoje, Analice já não treina. Só corre provas. Nunca está doente e só se chateia com as crises de ciática, que vão e voltam. Quer correr até ao dia 20 de Dezembro de 2013, quando fizer 70 anos. “Acho que já chega. Mas se calhar quando chegar a altura vou achar que sou mais feliz se continuar a correr”.

sábado

Maratona do Porto - 8ª semana de treinos

Ao contrário do habitual, hoje faço o resumo ao sábado porque sei que amanhã não vou treinar de certeza. Estou em Itália desde 2ª feira em trabalho, e regresso amanhã finalmente a casa.
Previa uma semana dificil para cumprir o plano de treinos o que se veio a concretizar - além do pouco tempo disponivel para treinar, encontrei uma zona complicada, com estradas estreitas sem passeios, em más condições, muito transito e pouca iluminação. Tinha um plano de 5 treinos, com treinos de series e um total de 80kms. Não consegui nem de perto cumprir o plano, mas mesmo assim fiz 4 treinos e 58kms - para o conseguir tive que me levantar duas vezes às 5.30 da manhã, que me custou bastante, mas no fim da corrida o sentimento do dever cumprido compensou o esforço.
Não fiz treinos de series, mas em todos os treinos imprimi ritmos fortes (treinei praticamente sempre no ritmo que quero imprimir na Maratona):

2ª feira - 11,3km a 5min/km
5ª feira - 12,1km a 4,54min/km
6ª feira - 11,3km a 5,13min/km
Sabado - 23,3km a 4,58min/km

Faltou o treino longo de 32km que vou fazer na 2ª feira para compensar. A próxima semana prevê 80km novamente, que devo superar. A semana acaba no domingo, dia 7, com a participação na Meia Maratona de Ovar.

P.S. Esta semana além de treinar menos, fartei-me de comer. Isto é uma maravilha, massa, pizza, doces e limoncelo todos os dias!!!!!! Vamos lá ver o que vai dizer a balança lá em casa.

domingo

Grande Prémio Caldas S.Jorge 2012


Hoje participei no Grande Prémio das Caldas de S.Jorge. Para ser muito sincero, se não estivesse já inscrito, não teria ido, porque estava cansado (tenho dormido pouco e ontem tinha feito um treino longo com o Zé Miguel de 31km) e nada motivado para fazer uma corrida de 8,4km nesta altura do campeonato.
Como era perto, ia represantar o CAL e a malta do Caldas S.Jorge me merece o maior respeito, decidi-me a participar. A ideia era fazer um treino. Encontrei-me com o pessoal do CAL para o café da praxe por volta das 9.30h – participaram o Sr.Dias, o Nuno (regresso após 2 meses de férias), o Zé Alexandre, o Zé Miguel, o Sr.Ernesto (tb um regresso após lesão) e a minha pessoa.


Fizemos apenas um aquecimento muito ligeiro antes de iniciarmos a prova às 10.30h – a corrida consistia em duas voltas pelas ruas das Caldas de S.Jorge, numa distância total de 8,4km – juntei-me ao Zé Miguel e fizemos a corrida sempre juntos, num ritmo bem mais forte do que tínhamos previsto e chegamos ao fim impecáveis, bem melhor do que antes da corrida. Demoramos pouco mais 39min o que dá ca. 4,40min/km o que é muito bom e isto sem grande esforço (e a prova é dura, tem umas subidas bem difíceis).

Quando comecei a correr em 2010 fiz esta corrida (o mesmo percurso), e na altura levei a coisa a sério, tendo feito 35min (-4min que hoje), mas lembro-me de ter sofrido muito, de ter chegado morto ao fim e de ter demorado dias a recuperar. Hoje estive mesmo muito à vontade o que prova que evoluí muito nestes dois anos.

Os meus parabéns ao Caldas S.Jorge, que é um dos clubes mais representativo do nosso concelho a nivel de atletismo. Uma prova simples, mas bem organizada na medida do possivel e olhando aos apoios cada vez mais escassos para este tipo de iniciativas. Esta corrida merecia uma maior participação de atletas (é o problema de haver mais duas ou trés provas na mesma data). O ambiente era muito bom. Parabéns, e mesmo com dificuldades tentem não acabar com esta corrida.

A nível de provas em que vou participar, a próxima é a Meia Maratona de Ovar a 7.10.2012 – está inserida no plano de preparação para a Maratona do Porto, e vou apenas para treinar, querendo juntar mais 10km antes ou depois da corrida.

Maratona do Porto - 7ª semana de treinos


Estava um pouco receoso em não recuperar bem da Meia Sportzone de domingo passado, e devido a isso não poder cumprir o plano de treinos que tinha para esta semana. Preocupações infundadas, porque depois de descansar na 2ª feira, na 3ª estava de volta aos treinos em força. Durante a semana treinei 4 vezes e hoje ainda fui participar no Grande Prémio das Caldas de S.Jorge:
2ª feira – 10km em tapete (enquanto via a 2ª parte do Porto-Dinamo Zagreb)
3ª feira – 13,5km estrada
4ª feira – 15,6km de Fartlek em estrada
Sábado – 31km de treino longo (5,33min/km)
Domingo – 10km (8,4km Corrida das Caldas de S.Jorge)

No total fiz ca.80km (previstos estavam 70km).
Estou extremamente contente com a evolução da minha forma física – mesmo depois de grandes esforços, consigo recuperar rapidamente e voltar a treinar. Falta pouco mais de um mês, são mais 3 semanas de treinos intensos com cargas fortes para depois entrar na fase de recuperação para o grande dia.

A semana que se avizinha prevê um programa muito forte, com treinos de series, treinos rápidos e um treino longo de 32kms no fim de semana. Vou estar a semana toda fora (até domingo) o que me vai impossibilitar de cumprir o plano – vou tentar minimizar ao máximo os estragos.