quinta-feira

Maratona de Roma - não me cheira



Não estou nada optimista em relação à Maratona de Roma - tá dito - e quem me conhece sabe bem o optimista que eu sou, sempre a ver as coisas pelo lado positivo, sempre o copo meio cheio.

Até sábado à noite eu tinha a certeza absoluta que acabaria a Maratona de Roma (a não ser que algo de extraordinário acontecesse) - também tinha a certeza que o empeno iria ser enorme. Acontece que na corrida de Fiães tive uma pequena recaída a nível de problemas musculares e parei por precaução.

Na 3ª feira fui à massagem levar a maior coça de que me lembro - o Rui até me perguntou o que é que eu tinha andado a fazer - uma lástima, especialmente os gémeos - pisou-me todo de tal forma que só me apeteceu bater-lhe.

Ontem decidi voltar a correr, algo leve só para soltar um bocadinho - estava tão perro que abortei a corrida com apenas 2,5km e fui fazer uns alongamentos apenas. Não é aquela sensação de pernas pesadas que temos sempre antes de uma grande prova, é diferente.

Quem acompanha este tasquinho sabe que tenho andado com problemas musculares desde o inicio do ano o que fez com que nos primeiros 3 meses tenha percorrido pouco mais de 450km (só para terem uma ideia, no ano passado já ia em quase 800) e muitos deles em dificuldade. De há duas ou três semanas para cá as coisas tinham melhorado substancialmente, voltei a correr com mais regularidade, ritmos melhores, subidas e estava a sentir-me muito bem. Tudo isso deu-me a tal confiança para fazer uma Maratona de Roma a correr, a ritmo controlado curtindo o percurso e o ambiente mas sempre a correr. Agora já não sei.

Não vou correr até domingo ... e depois apresento-me na linha de partida e siga a rusga, conforme me apetecer e puder.

Seria uma pena se não conseguisse concluir a minha 11º Maratona de estrada, mas também não morreria ninguém. Afinal a vida não é só corrida e um fim de semana em Roma com uma catrefada de Pernetas e acompanhantes, acima de tudo com a minha mais velha ao lado, vale sempre mas sempre a pena. Se puder ser com uma Maratona de Roma em cima é perfeito, se não puder ser paciência, mais Maratonas virão.

domingo

Sábado de Jornada dupla - Parte 2 ou 1º Ulfilanis Run


Na 6ª ao fim da tarde fui com o meu primo Elisio reconhecer o percurso desta prova. Já tinha espreitado pelo mapa e adivinhava-se uma traçado durissimo para uma prova curta de estrada o que se veio a confirmar. Um autêntico carrossel, com descidas e subidas acentuadas, com partes com piso em mau estado e uma passagem pelos belos passadiços junto ao rio Uíma que nesta altura do campeonato se encontram escorregadios. Um traçado que me agradou muito mesmo, que é mesmo a minha cara ... além disso é na minha terra e iria passar na minha rua ao km 1,5. No fim do treino a certeza que muita gente iria sofrer a bom sofrer - os que não conhecem o percurso iriam atacar a prova no máximo como se faz quase sempre numa prova desta distância e iam-se lixar. 9,6km com quase 200 de acumulado positivo - e mais não digo. Para mim não iria ser problema, sempre ia fazer na desportiva.

Acontece que já não corri no Marão no sábado (é só ler o post anterior) pelo que fiquei cheio de vontade de fazer a prova no redline.


19h30 no café Florestal ... montes de gente conhecida, tanto atletas como pessoas da terra que vieram ver a festa. Mais de 500 inscritos, divididos entre corrida e caminhada, mas com o S.Pedro a não ajudar nadinha ... muito frio e vento, e também com chuva desde a altura da partida que foi às 21h. O pelotão era fortíssimo ... estavam presentes as melhores equipas e atletas da zona, atraídos pelos mais de 3.000 € de prémios em dinheiro que esta prova distribuía. É só ver os resultados da prova.

Tantos calenses ... e foram muitos mais, só que deviam estar com medo da chuva e não apareceram para a foto... pétaculo :):):)

Eu parti com cuidado ... partida e chegada do relvado do estádio do Bolhão onde joguei 6 anos. Uma primeira subida com 300-400m a separar já o pessoal pelos andamentos de cada um para depois entrar numa longa descida de 1km onde os meus ritmos andaram sempre à volta dos 3,35 e 3,45min/km. E assim passei na minha rua, primeiro pela casa do meu padrinho que estava cá fora para ver passar o meu primo Elisio, e 4 casas mais abaixo lá estavam os meus pais na varanda com a minha Maria (a Bé não aguentou e já estava a dormir) ... grande festa e siga ... senti-me incrivelmente bem e subi a primeira grande subida (do Fojo) sempre em alto ritmo e a ganhar lugares. Depois entramos na rua do Gualtier para percorrer outro km a descer até à Farmácia Central (do meu amigo Nuno Lima, um dos patrocinadores dos Trilhos dos Pernetas) onde reduzi um pouco ... a rua tem muitos buracos e a luz é fraca, tive receio de torcer um pé. Os km passavam e continuava a sentir-me bem e com confiança ... quando começo a subir em direcção ao S.Domingos começo a sentir a coxa do lado direito a prender ligeiramente mas ignoro. Na descida para os Passadiços essa impressão aumenta e entro nos passadiços já a arrastar um pouco a perna direita ... quando saio dos passadiços com ca. 6km decido parar para alongar. Alongo, ensaio mais uns passos mas não noto melhoras. Decido abortar a prova ... não vale a pena arriscar, conheço os sintomas, os músculos estão cansados de uma semana de treinos fortes e se continuar o risco de acontecer o que aconteceu em Viana em Janeiro é muito alto.

Vou a caminhar e ao início a minha intenção é fazer os 3,5km que faltam assim, só para acabar a prova. Mas está muito frio, chuva e vento ... rapidamente fico gelado, pergunto a um membro da organização se existe possibilidade de me levarem para cima para a meta ... ele diz-me que tenho que esperar pela ambulância que vem no fim do pelotão ... sei que iria demorar ainda largos minutos e decido cortar caminho até casa dos meus pais (mesmo assim ainda ca. 2 km) ... que frio eu apanhei - tive medo que ficasse doente mas felizmente parece que nesse aspecto está tudo em ordem.

Hoje a perna praticamente não me dói, amanhã vou à massagem que já estava prevista. Ter desistido verdadeiramente pela primeira vez (já o tinha feito por protesto uma vez) não me custou, ou custou pouco ... tenho pena porque vinha de facto a fazer uma excelente prova com uma média nos 4min/km, estabilizado e com força para continuar assim até ao fim o que daria um tempo na casa dos 38min e uma excelente classificação - além disso teria ajudado o CAL a subir mais um ou dois lugares (fomos 9º em 20 equipas). Mas fiquei contente por ter tido o discernimento de ter tomado esta decisão ... a experiência de Viana serviu de exemplo e a Maratona de Roma no próximo domingo é muito mais importante que esta prova.

Quanto à prova é excelente e muito bem organizada ... adoro o traçado, duro como eu gosto e me favorece por subir bem. Para o ano voltarei mas devidamente preparado para fazer um brilharete em "casa". 

Agora espero que daqui a dois dias esteja fininho ... Domingo é dia para completar a minha 11º Maratona de estrada, é esse o meu foco.

Sábado de Jornada dupla - Parte 1 ou uma nova experiência no UTM


Sou sincero. Inscrevi-me no UTM por causa do Pedro e da Teresa - dois amigos da corrida envolvidos na organização deste evento. Por acaso não dava grande jeito fazer um trail uma semana antes da Maratona de Roma, mas a ideia era mostrar-lhes apoio.

Inscrevi-me na prova mais pequena, com 23km. O plano sempre foi levar a coisa na brincadeira, tentar desgastar-me o mínimo possível. A inscrição foi feita há meses e só há umas duas ou três semanas é que reparei que a prova era no sábado e não no domingo como pensava inicialmente. Acontece que no mesmo sábado iria decorrer o 1º Ulfilanis Run, organizado pelo Fiães Sport Clube - eu e a maioria dos meus amigos Pernetas vivemos ou somos oriundos de Fiães e eu joguei à bola uns anos valentes neste clube pelo qual sinto um carinho especial. Pronto, duas provas no mesmo dia ... 23km de manhã no Marão e 10km de estrada à noite a correr em casa - não há-de ser nada.

Na 6ªa à noite, já passava das 21h recebo um telefonema do Pedro - "a vossa disponibilidade para ajudar mantêm-se?" ... "Claro, conta com 3 Pernetas". E assim estava resolvido um problema ... os 23km do Marão a nível desportivo estavam arrumados :)

No dia seguinte, eu, a Lurdes e o Zé Alexandre apresentamo-nos ao trabalho bem cedo em Amarante - seriam umas 7.30h. "Vocês vão para o primeiro abastecimento dos 23km ... deixem partir os 50km e depois levam-vos lá" ... ok chefe!!! Deu para ver o Jerôme Rodrigues a vencer a prova grande, conviver com alguns atletas conhecidos e para nos divertirmos enquanto não chegava a hora de pegar ao serviço. Como? Por exemplo a fazer de porteiros da tenda principal ...

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José Graça que conhecemos nos nosso trilhos, em mais uma conquista ... sempre com a garrafa de vinho do porto na mochila para dividir pelo caminho com quem tem a sorte de se cruzar com ele. Dia 1 de Maio lá estará mais uma vez presente por trilhos de canedo.



O único representante do CAL na prova ... Serafim o "Perneta do Mês de Março" (e o mês ainda não chegou ao fim)


Depois chegou o Jerome, deu-se a partida dos 50km e passados uns minutos também estávamos a partir, no meu carro atrás de uma carrinha da organização carregada de mantimentos, mesas e uma tenda.

O nosso abastecimento era o primeiro dos 23km, ca. dos 8km na zona de Gondar. Descarregada a carrinha, ficamos os 3 sozinhos e lá montamos o nosso estaminé. E com os Pernetas trabalha-se a sério mas sempre na brincadeira...

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Ainda não eram 9h30 e um dos Pernetas já estava neste estado ... a imagem engana, não havia copos e o gajo tinha que experimentar o isotónico para ver se estava na temperatura ideal ... como é um atleta cheio de genica, foi assim ...


Um pouco antes de começarem a aparecer os atletas da prova dos 23km tivemos uma surpresa muito agradável ... apareceram-nos um grupinho de malta conhecida dos BYL (Beat Your Limit) que vieram dar apoio a dois atletas deles que estavam em prova - além de divertido ainda nos deram uma mãozinha, não só a apoiar a malta que passava (foi uma festa) como a ajudar no próprio abastecimento quando o "trabalho" apertava. Obrigado Malta!!!


Quanto à experiência correu bastante bem. Foi muito interessante estar do lado de cá do abastecimento - já tinha estado uma vez no Free Trail de Santo André mas não é comparável - nesta prova estavam inscritos 400 atletas, além disso era competição o que dá um carácter completamente diferente à questão. Acho que nos safamos bem para quem não tem experiência, tentamos fazer o que gostamos que nos façam quando estamos a correr - apoiar, ajudar e divertir. Pelo feedback que tivemos acho que cumprimos - e não foi fácil, tivemos algumas situações para resolver como uma desistência por queda e duas por atletas que estavam muito descontentes com um problema que tiveram com as marcações - e fomos resolvendo o que nos foi aparecendo. Também foi importante como aprendizagem, experiência que vamos usar nos Trilhos dos Pernetas. Ahh .. e como diz a Lurdes "nunca chegou tão fresca a um abastecimento" ... é isso.

Valeu a pena ... gostei muito e acho que esta tripla de Pernetas fez uma excelente inkipinha...

sexta-feira

Conquista do Kernenturm ou o Perneta está de volta a casa


NOTA PRÉVIA: esta crónica é de longe a que tem mais fotos do meu relógio e selfies do Perneta da história do PK – a maior parte destas fotos foram tiradas em movimento, não liguem às fotos, continuo lindo e espadaúdo como sempre J
Depois de na semana passada ter feito mais de 60km em 4 treinos esta semana já na Alemanha voltei a fazer 3 corridas em 4 dias e mais 34km.  E que corridas … voltei a Kernen-Stetten (quem acompanha este cantinho com alguma atenção sabe que venho aqui 3 ou 4 vezes por ano – zona de vinhas, florestas e grandes inclinações J) … fica aqui o registo da corrida de 4ª feira, daquelas de lavar a alma J
Cheguei ao Hotel ao fim da tarde e em 5 min estava pronto para sair … o plano inicial era voltar às series, mas decidi-me por ir à procura de desnível, o que digamos que por estas bandas é muito fácil – havia uma promessa por cumprir (alguém me tinha pedido uma foto do Kernenturm (torre de Kernen) e tinha que cumprir). Para lá chegar são quase 5km, que são feitos assim:

os primeiros quase 1000m são tranquilos.. 
 


depois no km seguinte começa a inclinar, uma espécie de aquecimento .. 

aqui a coisa já aquece a sério ... que gajo lindo ... 30 e picos e nem ponta de rugas... 


dos 3 aos 4km uma fase que dá algum descanso ... 


para depois ter força para o ataque final com quase 100D+ em menos de 800m


Kernenturm conquistado ...



Quem é que diz que é montagem???
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Depois desta conquista queria alargar o meu território – tinha que partir para novas conquistas – no monte ao lado, dominado por vinhas tem a Y-Burg (uma pequena fortificação construída sobre Kernen) … mas antes ainda vou conquistar o Sängerheim (traduzido à letra é um “lar dos cantores”) que fica mesmo no topo do monte, onde acabam as vinhas e começa a floresta. Para lá chegar tive que descer ao fundo do vale e voltar a colocar o coração a mil em subidas desafiadoras como eu adoro. Vejam os registos …


chega de brincadeira ... vai volta a subir... 
 


pois ...  

subir 35m em 180 ... noves fora, é só fazer as contas... 

aiiiii ... um bocadinho plano ... 

ainda estive para entrar e mostrar os meus dotes de cantor, mas estava suado, dava mau aspecto 

e pronto ... já subi praticamente tudo o que havia para subir ... agora é regressar ao hotel 

é muito bonito colocar uma casa de banho nos montes, mas mantê-la fechada é que não se entende ... 

cá está a Y-Burg, a ser restaurada ... 


o meu amigo de longa data, o "Pilas" ... gosto de conversar um bocadinho com ele sempre que lá vou. Ele leva o trabalho de vigiar as vinhas da malta muito a sério, sempre concentrado.


umas escadinhas a descer ... 

a vista do meu amigo "Pilas" é esta ... 

feito e bem feito ...sempre tranquilo .. muito bom 

já a pensar nos Açores ;) 

E pronto, foi assim … fiz todas as subidas a correr, e diga-se sem grandes dificuldades de pernas e sem dores nenhumas o que me deixou muito satisfeito. Foi tipo prova dos nove. Era capaz de andar naquele sobe e desce a noite toda J
No dia anterior já tinha subido ao Kernenturm, e no dia seguinte a esta corridinha fui dar à sola outra vez, foram apenas 7km como recuperação embora tenho voltado a subir à Y-Burg e ao meu amigo “Pilas”.
Não há dúvidas que o Perneta voltou definitivamente a casa J… e anda motivado.
Ementa para este fim-de-semana:
- 6ª feira (fim de tarde) – Corridinha reconhecimento dos 10km de Fiães
- Sábado (9h) – 23km (750mD+) do Trail do Marão + (21h) – 10km GP de Fiães
Calmex que isto é tudo para ser feito na maior das tranquilidades, a curtir o ambiente e as companhias J
E não se preocupem que eu tenho recuperado bem, a começar pela alimentação ... esta foi depois do treininho em cima descrito:
escolhi a pequena ... estava com pouco apetite ...
horrível .. só vos digo

sem esquecer de repor os minerais perdidos... 

um sacrifício ... devia ter escolhido a média ... soube a pouco .. 

Próxima semana é a pisar ovos para no Domingo dia 2 enfrentar a prova Rainha em Roma J        


terça-feira

Maratona de Roma - acho que o Perneta voltou pra casa


Com a Maratona de Roma praticamente à porta tenho a ligeira impressão que o Perneta voltou finalmente a casa.

Digo isto, porque a semana passada já se assemelhou mais a uma semana normal de corrida por estas bandas. Um pouco mais de 50km divididos por 4 corridas, uma das quais de 22km, durinha por ter sido de corrida constante com quase 400m D+ e com um calor "abrassador" de 24 graus e sol. Maravilha!!!

Maravilha também o facto de as dores nos isquiotibiais terem praticamente desaparecido - ainda tenho uma ligeira impressão na coxa esquerda, mas é bem capaz de ser pelo facto de andar mais atento a essas zonas.

De resto apenas as dificuldades normais de quem perdeu a forma em que estava - menos força nas subidas, menos poder de aceleração, menos resistência, dores musculares no dia seguinte mas das boas, e mais uns 3 ou 4 kilitos ;). Sem problema ... o que voltou foi a motivação e isso é que é importante, porque sei que assim não vou demorar muito a voltar a ter uma forma aceitável, basta não ter problemas físicos de maior.

Voltando à Maratona de Roma agora não há muito a fazer - faltam 2 semanas e meia e preparação não houve. Agora é chegar lá e fazer aquilo ainda mais em modo turista que já estava previsto - vai doer :)

Até lá ainda haverá uma loucura não prevista e fruto de mais uma distração à perneta ... estou inscrito nos 23km do UTM (Marão) - apenas ontem reparei que se vai realizar no sábado dia 25/3 (pensava que era domingo). Acontece que nesse mesmo sábado inscrevi-me para a corrida Ulfilanis Runvque se realiza em Fiães - 10km de estrada na minha terra, terra onde cresci - não podia faltar, até passa em frente à casa dos meus pais. Por isso, uma semana antes da Maratona de Roma faço um bi-diário... 23km com 750mD+ em trilhos de manhã e à noite uns 10km de estrada para começar logo uma recuperação activa. O giro é que não serei o único nesta "loucura", houve mais quem se "distraísse" ... vai ser bonito :)


Como podem ver ... parece que o Perneta está mesmo de volta a casa.

sexta-feira

Corridinha por Düsseldorf



Eu cá vou andando, uns dias melhor outros dias pior. No domingo passado fiz uma corrida espectacular, daquelas felizes … 15km a 4,31min/km com quase 300m D+ … embora esteja a anos luz da forma de há dois meses atrás, adorei, senti prazer nesta corrida e mais importante, os problemas musculares apenas se fizeram sentir um pouco no fim.
Passado dois dias, fui ao treino do Running Espinho, coloquei-me no grupo dos 10km a 5,30min/km e sofri um bocado para acabar porque os problemas musculares voltaram a aparecer, não em força, mas o suficiente para me obrigar a arrastar um pouco a passada e claro, deitar-me abaixo animicamente.
Na 4ª fui para a Alemanha e não tive oportunidade de correr, embora fosse com essa intenção. Mas fiz alongamentos.
Ontem ao fim da tarde, chegado ao Hotel na periferia norte de Düsseldorf perguntei à menina da recepção:
Perneta – “existe aqui perto algum parque, alguma floresta, alguma zona calma onde se possa dar uma corridinha” (isto em alemão claro J)
MR (Menina da recepção) – “mas está a chover???” (com cara de espanto, tipo, este gajo é doido)
Perneta – “não tem problema. Eu gosto”
MR – “não, aqui é só estradas com muito transito e zonas industriais”
Perneta (desesperado) – “e ginásio tem?”
MR (já farta de me aturar) – “Não!!!”
Perneta (quase a chorar) – “ok. Obrigado”
Cheguei ao quarto, olhei pela janela e estava um tempo horrível de chuva e vento. “Csafoda …vou na mesma, só meia horita” … e enquanto relaxei um bocadinho o tempo mudou … parou de chover e o céu ficou azul – já não havia desculpa.  E lá fui eu … com a intenção de fazer meia horita apenas.
O Hotel ficava em frente a um acesso a auto-estrada – a menina da recepção tinha razão, a zona não era bonita. Decidi ir direcção a uns bairros para dentro da cidade … corri por uns passeios, cheios de gente. Isto assim não tem piada. Vou andar aqui às voltas ao quarteirão.

Vejo uns carreirinhos em terra, ao longo dos carris do metro … olha uma ponte, será o rio? … não, são caminhos de ferro mas do outro lado vejo um bairro de luxo, metade ainda construção …





... ao lado do caminho de ferro uma espécie de single-track … que fixe … pena ter sido curto … por entre prédios de luxo tem uma zona de lazer, parques para crianças e gente a correr … vou atrás para ver para onde vão … distraio-me com as cores do céu que estão fantásticas … nuvens lindas que que “correm” rápido pois está muito vento … não tarda começa a chover … que se lixe …






... olha um pequeno lago, uma espécie de patos e um moinho … isto num parque antigo meio ao abandono … no meio uma ruína protegida com arame farpado … não encontro nada a dizer que ruina é esta … mas deve ser importante para ser mantida assim no meio da cidade…




... vou tão distraído que quando olho para o relógio já levo quase 7km e não faço a mínima ideia onde estou com tanta voltinha. Era capaz de me desenrascar, estou a sentir-me bem, sem dores mas é melhor não abusar … ligo a opção “voltar” do meu GPS e regresso pelo caminho mais curto … maravilha este tipo de corrida à descoberta. Quem disse que a zona era horrível?
Horrível é não poder correr, ou correr com dores … estou a viajar para Portugal (uma etapa do regresso já está … falta outra, mais longa) …



... se tudo se desenrolar dentro do normal logo volto a correr, espero que novamente sem dores de maior …
Bom fim de semana J