quinta-feira

Isto tb é a Maratona do Porto


A Maratona do Porto não é apenas correr os 42,195km ... para mim começa no sábado de manhã antes e acaba no domingo ao fim da tarde ...

por acaso desta vez o estágio até começou na 6ª à noite ... 

um potencial Maratonista mas tem que ser numa Maratona de São Silvestre ou assim, ou então numa Maratona de comes e bebes .. aí sim, até era candidato ao pódio 

No sábado de manhã a já tradicional ida à Alfandega para levantar os dorsais (obrigado Joel, nosso fiel roadie) 


os encontros com os meus fãs são uma constante ... tenho que voltar a deixar crescer o bigode para ver se passo despercebido ...

eles andem aí ... 


os Montemorrows ou lá como se chamam não nos largam ...  

e a Bomba do dia .... o Badolas anda a dormir com o Américo ...

vamos mas é ao tacho que estes corpinhos não andam a ar e vento ... 

para Pasta Party não estava mal não senhor ... e as cevadas estavam perigosas, fresquinhas e bem vivas como a malta gosta ... 

fomos verificar o stock e estava composto ... 

e é isto ....  

acho que exagerei na dose ... acho que bebi uma cevada a mais, devia estar estragada ou então foi o gelo ... 

tentamos fugir dos gajos (chatos do car@...) mas eles adoram-nos e perseguem-nos... 

tb não admira que elas não nos larguem ... gajos lindos como nós assim aos montes não é fácil encontrar ... 

parece que não fui só eu a beber uma cevada a mais ...  

encontro de presidentes para discutir eventuais politicas estratego-conjuntura-económicas futuras ... e não, nem assim conseguem o Américo de volta ... 

esta deixa-me triste ... "ah e tal, vamos embora que já é tarde", despediram-se de mim e venho a descobrir isto .... 

e isto ....  o que vale é que eu sou um banana e esqueço rápido ...

à noite cumpriu-se uma tradição com 3 anos..

e chegou o grande dia, o dia M .... e levo logo com este emplastro que não me largou durante mais de uma hora ... não sei o que o gajo quer ... velhadas ...

quem é? quem é? .... respeitinho que é herdeira da Dinastia Dias ... 

bom moço este miúdo ... veio ver os verdadeiros atletas ... um dia se treinares muito e bem podes fazer coisas giras, quem sabe uma Meia Maratona ou até uma Maratona completa ... se até o Bruno consegue ... acredita em ti João!!! 

O Badolas a assinar por mais 25 épocas e 30 de opção ... há uma coisa estranha em todas as fotos com malta nossa a assinar documentos ... o nosso Presidente está sempre a esfregar as mãos de contente ... Xô Dias, já sabe 50% são para mim, ok??? 

Esta é dedicada à Presidente dos Montemorrows ou lá como se chamam ... ele renovou contrato no Domingo e aumentamos a clausula de rescisão para 35 garrafões de tinto de Castelo de Paiva ... o GPS Humano dos Pernetas vale ouro ... 

e não é que andavam lá um monte de Genéricos??? Um bocadinho amarelos .. deve ser prisão de ventre ...  

quando digo que se jogou à bola antes da Maratona não estou a brincar ... o que faz o moço empoleirado na rede??? Foi buscar a bola ... quando se deixa o Badolas chutar uma bola dá nisto ... a única questão é se vais buscar a bola se a perna do gajo :) 

é o que eu digo ... elas não nos resistem ... são as Montemorrows, são as do BYL ... não as censuro, se na minha equipa os machos fossem como os que elas tem por lá tb fugia a sete pés para estar com estes espécimes perfeitos e lindíssimos  


mais exemplos de machos perfeitos ... 

Ó Bruno ... tu vais correr a Maratona??? ... 

Hmmm ... nem sei o que dizer desta ...  

uma das minhas fotos preferidas deste ano ... 

A dar formação aos Genéricos... os verdadeiros (nós, "desde 1868 a mancar") respeitamos toda a gente, mesmo estes amarelinhos copiões

cum c@ra... elas não me largam ... 

elas não me largam parte 2.... 

elas não me largam parte 3 

elas não me largam parte 4 .... cof, cof,  espera lá ... 

o Américo a abraçar o Badolas, que nem os bracinhos consegue levantar :) 

elas não me largam parte 5 ... 

o nosso campeão .... não fosse ele estar na meta não tinhamos feito o pleno, um de nós teria arreado

os dois novos colegas Maratonistas ... bem-vindos ao clube

"e para acabar o dia em beleza
uma recuperação activa à mesa"

(foda-se, até rimou car@-lho .. sou ou não sou um poeta)

TUDO ISTO FAZ PARTE DA MINHA MARATONA DO PORTO!!! ENQUANTO PUDER NÃO FALHO!!! VENHA 2018

quarta-feira

Maratona do Porto - desta vez foram 42,195km


A Maratona do Porto é a minha prova preferida – não me canso de o dizer – porque é muito mais do que apenas correr a distância mítica, já engloba algumas tradições e um convívio com um monte cada vez maior de amigos, inicia sábado de manhã e só acaba no domingo ao fim da tarde. Sobre este antes e depois ainda faço uma posta à parte porque merece. Hoje vou chatear-vos apenas com a minha prova em si o que já dá um testamento daqueles J.
Faltavam apenas 5 minutos para o tiro de partida quando a malta do CAL chegou à Rotunda da Anémona – e não foi por chegar tarde – como sempre entre paleio com tudo e todos que dão resposta (e os que não dão também), palhaçadas, fotografias, café, largadas de javalis, mudança de água às azeitonas e até futeboladas pré-Maratona (sim … aqui joga-se à bola uns minutos antes de correr uma Maratona), quando se dá por ela já está o speaker a fazer a contagem decrescente para a partida.


Desta vez até nem correu mal … na Meia de Ovar o pelotão já levava 300m de vantagem quando passei a meta, desta vez consegui partir no fim do Grupo B, mesmo tendo dorsal para integrar o Grupo A. Só havia um stress para mim … tinha combinado fazer a prova com o Silvio Horta (um colega blogger de Lisboa que se estreava na Maratona e queria fazer 3h30) e antes da partida andamos completamente desencontrados – quando eu estava no Queimodromo, ele estava na Anémona, quando veio para cima eu fui ao café, voltou para baixo e eu estava no carro a equipar-me … “estou no B, encontramo-nos depois durante a corrida” … pois …


Quase 3 minutos depois do tiro de partida lá passei juntamente com a malta do CAL o pórtico de partida … “boa prova” e siga que se faz tarde pois amigo não empata amigo … ainda não tinha feito 100m já se ouviam as primeiras palavras de incentivo personalizadas do lado direito do público (BYL e Montemorrows ou lá como se chamam - vocês estão cá dentro) … isto promete J
Que inkipinha de categoria

Vamos lá entrar no ritmo … ali ia eu, com uma preparação atípica para uma Maratona à procura de um balão que dissesse 3h30, para depois procurar o Silvio … mas estava longe, muito longe.
A subir a Av.da Boavista logo nos primeiros km já vou abaixo da média a recuperar terreno para o tal balão … mas primeiro era preciso passar o das 4h30, depois o das 4h15, depois o das 4h, o das 3h45 e finalmente ali estava ele o das 3h30 … já levava uns 13km nas pernas quando cheguei perto … antes disso tinha andado a encher chouriços na fronteira entre Porto e Matosinhos e ido ver o Porto de Leixões até ao primeiro retorno.
… um pouco antes desse retorno vejo o Silvio pela primeira vez – ia com o Rui Soeiro e levavam uma boa vantagem …  não vai ser fácil apanha-los porque o ritmo vai mais alto do que previsto e não convém exagerar muito mais. Não gosto muito desta fase mas gostei do apoio que continuava a ter … dos incentivos constantes de fora e dentro do pelotão … agradeço cada um deles. E gostei de passar a mítica marca dos 11km … uma Maratona de Roma estava feita J … o ritmo estava já abaixo dos 4,50min/km e as sensações eram excelentes, soltinho e pujante – nem sempre é assim logo ao início. 


Passei o dito balão das 3h30 no início da Avenida Brasil, já depois da separação entre a malta da Maratona com a Family Race … isto de passar os balões é um desgaste adicional grande. Junto dos balões, especialmente nos primeiros kms o aglomerado de gente é enorme e as ruas estreitas para tanta gente. Só há hipótese de ultrapassar por fora e a grande velocidade. E foi isso que fiz em todos eles. O das 3h30 foi pela esquerda, entrando na faixa contrária, por fora dos mecos (não me desclassifiquem por isso por fvr J). 
A táctica de ir à um pouco à frente do balão das 3h30 estava finalmente a ser conseguida. Avenida Brasil, Marginal do Douro, Ponte Arrábida e pouco depois Alfandega … os km passavam a bom ritmo, respiração impecavelmente controlada e sem desgaste aparente. Mas havia um problema e não era pequeno …
Desde o primeiro km que sentia uma dor um pouco acima do tornozelo direito, na lateral interior. É uma dor conhecida nos tecidos moles, que já me obrigou a parar numa Meia de Cortegaça aos 13km (em 2013 ou 2014 acho eu) e uns anos mais tarde me obrigou a uma paragem de 1 mês na corrida. Ia preocupado porque apesar de tentar ignorar a dor estava a intensificar – e estava muito longe, ainda faltavam tantos km – cheguei a pensar que não ia conseguir acabar e que era uma questão de tempo para me dar a fisgada final. 
Nesta fase já não há grandes aglomerados de corredores, tudo bem mais espaçado e também não há grandes ultrapassagens pq os ritmos são constantes e acertados. Mesmo assim ainda vou passando alguns porque continuo na busca do Silvio e do Rui … 4,42min/km talvez seja demasiado rápido mas sinto-me bem apesar da dor no tornozelo ter atingido a pior fase.


Descer para as entranhas da Ribeira do Porto dá sempre um gozo enorme … mas hoje é com cuidado redobrado … o empedrado está muito molhado e escorrega … um tralho ali a descer não seria agradável. Aquele corredor antes da ponte D.Luis é um espectáculo e a subida para o tabuleiro inferior da ponte é feito sem perder ritmo e com facilidade … cá estamos numa das melhores partes, a Ponte D.Luis onde além das vistas encontramos um dos maiores aglomerados de pessoas a incentivar … o ambiente é excelente e carrega-nos as baterias … vou bem … siga para o lado de Gaia ….


Já vejo o pórtico da Meia Maratona ao fundo, tb já vejo as camisolas azuis do Silvio e do Rui … consigo encostar ao fim de 21km … “tá muito lento caralho J” …. e está encontrada a companhia para os próximos 10km. Passo a meia com ca. 1h40 e com excelentes sensações com uma média bem abaixo do que tinha previsto fazer. Impecável..
cá estão eles ... pensavam que escapavam...
Até aos 24,5k (retorno perto da Afurada) vou na conversa com os meus compinchas de viagem. O ritmo reduz um pouco, mais controlado … ir e voltar à Afurada dá tb oportunidade de ver os amigos e conhecidos em prova, ver como estão, mandar e receber incentivos é uma constante … o nosso Nuno Silva está no sitio habitual quando não corre a Maratona J … desde a Afurada que o ritmo baixou bastante, agora já muitas vezes acima dos 5min/km … o Sílvio vai com algumas dificuldades …
… junto às Caves Ferreira nova claque de apoio … já é tradição J … Ana, Andreia, Isabel, Martim e Renatinho … paro para cumprimentos e high-5 … e siga que se faz tarde … volta o empedrado do cais de Gaia … este ano voltei a fazer tudo sem ir aos passeios … e pela primeira vez em tantos anos nunca me doeu os joelhos, nem o meu Mantorras J … curado??? Não … tão velho que já não o sinto J … já vejo ao fundo aquela subidinha diabólica para voltar à Ponte D.Luis … continuo bem e faço aquilo com uma “perna às costas” … incrível o tão bem que vou, apenas já noto um ligeiro desgaste a nível muscular … não fosse o tornozelo ia 100% bem para quem já levava uns bons km nas pernas a um ritmo acima do previsto… e com isto já falta pouco para o chegar ao mítico km 30.




Mas antes nova injecção de adrenalina com o muito público na saída da Ponte já do lado do Porto … que espectáculo … muito obrigado a todos … e ali está a placa dos 30km … olho para o lado e já não vejo os meus companheiros dos últimos km … ficaram um pouco para trás … reduzo para que juntem … o ritmo baixou ritmos bem acima dos 5,20min/km e está-me a desgastar … e como amigo não empata amigo, e a estreia do Sílvio está a ser muito bem apadrinhada pelo Rui, decido ir embora …. Despeço-me, desejo boa sorte e siga … estou com energia e com vontade de encarar os últimos 10km cheios de garra … faço contas de cabeça e há possibilidades de lutar pelo meu 2º melhor tempo de sempre … um tempo abaixo das 3h24.


No retorno do Freixo à Ribeira (a parte pior desta Maratona para mim) faço km a 4,30min, passam num ápice e começo a sentir desgaste … túnel da Ribeira … sinto falta do Zé Alexandre que no ano passado me ajudou a passar este “monstro” que me deita sempre abaixo … sigo sozinho, firme e hirto … este ano apercebo-me das tv’s a passar cenas do Chariots of Fire … já está …sigaaa ..
Consigo manter ritmos bem altos, entre 4,30 e 4,45min/km, mas já é em esforço … ainda tenho pernas para dar e vender mas começo a sentir falta de energia … até ao km 28 cumpri à risca a alimentação com os géis (1 a cada 7km … desta vez usei uns da Prozis que são mais pequenos mas que se tomam bem). Como sempre não descurei a hidratação em nenhum ponto, aproveitei sempre as esponjas e até água para me refrescar a cabeça … mas tinha dado dois géis aos 30km a um companheiro de viagem que estava a precisar, pensando que ainda tinha outro e não tinha … e senti que me faltou essa energia aos 35km … nada a fazer … sigaaa…
… fui conseguindo manter o ritmo dentro do recém criado objectivo até aos 38km, cada vez com mais esforço e adiando o mais possível a “marretada” que chegou aos 38km ainda na marginal do Douro … foi-se a energia e ainda faltava fazer aquela subidinha na Foz e fazer a interminável Avenida Brasil … tou lixado …
Só resta uma solução … faca nos dentes e ir colocando um pé à frente do outro seja lá como for … e assim foi não só até ao Castelo do Queijo como ainda até à Anémona onde já se ouvia o speaker na meta …o 2º melhor tempo de sempre numa Maratona tinha passado a miragem e agora via o balão das 3h30 a aproximar-se a grande velocidade … mesmo tendo uma vantagem de quase 3 minutos pelo facto de ter partido cá atrás fiz ponto de honra não chegar atrás dele …
ali vem o balão das 3h30..

… mas uma coisa é querer e outra é poder … as pernas não andavam mais do que aquilo … começa a subida para a meta, que espectáculo … o corredor estreito, centenas de pessoas junto aos gradeamentos a incentivar … como está diferente o público comparando com ainda há poucos anos atrás … obrigado, obrigado … 
isso .. tu olha pró relógio ... adianta-te um grosso...

… de repente do lado esquerdo um grupo de camisolas do CAL … é o nosso Presidente Xô Dias, Albina e outros que não reconheci a vibrar com a minha passagem … é pah, a sério … eu que até ali tinha vindo a desfrutar da prova sempre a rir e na puta da brincadeira quase me desmanchava e fui a conter o “suar dos olhos” … acho que nem lhes dei a devida atenção (desculpem) … de tal forma que pouco mais à frente ia falhando um abraço muito especial … dei meia volta e o mundo parou por uns segundos… de tal forma que o tal balão das 3h30 de repente já tinha passado J 
Voltando ao “relvado” retemperado pelo apoio e a cheirar a meta pensei … “nah … nem que se foda tudo, mas fico à frente do balão” J …e pernas? Tá bem abelha … o que me valeu é que os gajos abrandaram porque levavam 1 minuto de vantagem em relação ao tempo do balão o que deu para os passar nas calmas, entrar no Queimódromo curtindo o ambiente fantástico e cortando aquela meta de forma tranquila a nível de ritmo mas numa montanha russa de sentimentos, entre calafrios, olhos suados e alegria imensa como se fosse a primeira – isto de cortar a meta de uma Maratona só quem passa por elas J



O tempo oficial conseguido foi de 3:27:22 o que é a minha 3ª melhor marca de sempre. Para quem andou lesionado e condicionado durante 9 meses e meio durante esta ano, fez uma preparação de 1 mês à pressão até que foi bem bom. Muito melhor ainda a forma como acabei, mesmo não podendo dar muito mais e estar completamente empenado acabei relativamente bem. O tornozelo aguentou-se e até o senti menos na 2ª metade da prova – entretanto inchou (provavelmente um derrame) mas não dói – estou uns dias parado por opção.


O pós-prova foi muito giro tb … mas fica para a tal posta à parte.
Esta maratona encheu-me a alma por tudo … já participei em algumas míticas na europa, em vários países … tb já tinha vaticinado que a Maratona do Porto tinha tudo para atingir um nível como as melhores e este ano penso que chegou a esse ponto. A organização em si é de excelência praticamente a todos os níveis – faltava uma maior participação estrangeira o que foi conseguido este ano. Outra grande diferença que eu via era a nível de público, pouca quantidade e nada entusiasta em anos anteriores embora estivesse a melhorar de ano para ano – a este nível a edição de domingo passado deu finalmente aquele grande passo – muita gente a assistir, a apoiar de forma entusiástica – muito bom mesmo. A Maratona do Porto tem tudo para crescer – estes estrangeiros vão voltar a casa e contar como foram recebidos, como é lindo o percurso, como tudo funcionou, como os tugas recebem bem, como é boa a nossa comida e quanto pouco custa – e para o ano teremos muitos mais, os que vão regressar e os que pela melhor publicidade que existe (boca a boca) quererão vir experimentar.
Um ponto muito negativo e que tem incendiado a redes sociais nos últimos dias – os BATOTEIROS – gente sem um pingo de vergonha que apenas faz parte do percurso, corta caminho, faz a corrida por estafetas, etc, etc e tal e no fim cortam a meta e vão buscar a medalha de finalizador. Pior ainda, tiram fotografias com a medalha ao peito e postam nas redes sociais deixando-se parabenizar pelos amigos e conhecidos com a maior cara de pau. Além de batoteiros, falsos e sem escrúpulos são burros …  como é que pensavam escapar com tantas fotos, tanta gente a ver, com o registo dos check-points divulgados na página da prova? Meu Deus … eu não entendo isto … sei que sempre houve e em todo o lado, mas nunca pensei que fossem tantos e ainda por cima descobri alguns que eu conheço e até admirava. Como é que esta gente se sentirá à noite quando deitam a cabeça na almofada e desligam as luzes? Eu costumo reviver a minha Maratona,os altos e baixos, desfruto das “vitórias” e lambo as feridas e faço o luto das “derrotas” … esta malta deve sentir uma frustração enorme pois no fundo sabem que não passam de uma fraude. 
A organização neste aspecto parece-me estar a trabalhar bem também, dado que estão a limpar as listagens desta gente. Acho que andar a oferecer dezenas ou centenas de dorsais nas últimas semanas através dos patrocinadores não ajuda em nada porque a maior parte das pessoas que vai não está preparada e poderá dar nisto – embora não justifique o passar a meta. Acho que tem a ver com a guerra estúpida com a Maratona de Lisboa e querer ter mais finalizadores – se querem oferecer dorsais façam-no com 2 meses de antecedência para ainda dar algum tempo de quem os ganha se preparar minimamente para uma Maratona.
Deixei para o fim uma palavrinha para os meus compinchas do CAL que correram a Maratona no domingo – acho que batemos o recorde de participação e todos acabaram – 10 em 10 – jackpot. Parabéns a nós todos, com um parabéns muito especial aos novos maratonistas – Serafim e Hélder – aos que bateram os seus recordes – Americo (este mais um parabéns por fazer anos no mesmo dia), Jorge, Joel. 
Existem histórias de grande superação por detrás de alguns (não é Bruno? O que um simples pormenor de uma mensagem consegue fazer). Badolas? Tás empenado? Treinasses. Zé Alexandre – até ao último segundo sem saber se podia correr quanto mais acabar uma Maratona, que poderia ser mais uma mas era muito especial não era? Pois era … sei bem que era ... esta foto diz tudo e de certeza que a mensagem chegou J


Por fim dizer que enterrei a história dos 11km da Maratona de Roma. Vou sentir falta do nr.11, do gozo, dos bitaites … paciência. Acabou-se o nr.11 …


E com esta de domingo, sabem quantas Maratonas de estrada concluí até ao momento???
Pois J J J











segunda-feira

Obrigado a todos ... agora terão que arranjar outra


Antes de mais tenho a dizer que a Maratona de ontem me correu bem, muito bem mesmo. Rebentei apenas aos 38km e fui 4km a “morrer” até á meta. Também tenho a dizer que cortar mais uma vez aquela linha de meta teve o mesmo sabor de sempre, tive direito aquele arrepiar de espinha e aos olhos ligeiramente suados que sempre tenho nesta prova. Os pormenores serão registados numa posta à parte.

Ficou mais uma vez claro porque é que esta é a minha prova preferida … uma festa de início ao fim … uma junção de tantos amigos a celebrar a prova Rainha, cada vez mais. Muitos a correr e muitos da parte de fora no apoio. E que apoio tive eu … não me posso queixar nas edições anteriores mas ontem superou tudo o que me aconteceu até à data.
Desde o simples “Força Carlos” ao “Vamos Perneta” houve de tudo … de dentro e fora do pelotão. Muita gente conhecida e muita gente que não conheço pessoalmente – aproveito para pedir desculpa se não dei o devido retorno, tentei não deixar ninguém sem um obrigado ou um simples sorriso mas não é fácil coordenar estas duas pernas, a respiração, o coração, a visão (é que tenho dois olhos, não sei como é com vocês J) e ainda falar ao mesmo tempo é complicado J … já vou para uma idade em que colocar um pé ao frente do outro de forma coordenada já é uma vitória J 
Se houvesse uma tabela classificativa para os “piropos de incentivo” nesta edição ganharia muito destacado as constantes referências aos “11km” da minha Maratona de Roma J … as bocas relativas a este episódio foram uma constante … tantos mas tantos que não dá para imaginar … anda tudo muito atento ao PK e ao meu Facebook!!! Amigos da Onça!!! Foi tão bom … adoro e incentivo a parvoíce saudável … e que sirva de exemplo que o não acabar uma Maratona não é o fim do mundo … não vivemos disto, dá-nos vida é verdade mas existem mais Maratonas e se não foi desta que venha a próxima … façam o luto, encarem na desportiva e preparem-se para o combate dos “bitaites” que dá um gozo enorme J J J
Muito mas muito obrigado a todos que perderam um bocadinho do seu tempo para me apoiaram, antes, durante e depois. Não vou mencionar ninguém pois corro o risco de me esquecer de alguém e seria injusto. Só sei que sou um sortudo do caraças!!!
E AGORA ACABOU A HISTÓRIA DAS MINHAS MARATONAS DE 11KM, OK? J
No último post disse que a corrida e o PK me tinha dado muitos amigos ... tb deu alguns irmãos ... "os meus meninos" ...

sexta-feira

Maratona do Porto e o inicio deste tasquinho


Uma curiosidade: foi a minha primeira Maratona no Porto em 2011 (parece que foi ontem) que deu origem ao Papa Kilometros - fiz um texto sobre a minha prova para registo pessoal e daí a arranjar este tasquinho para colecionar registos, histórias e parvoíces das minhas corridas foi um instantinho.

Fui reler esse escrito histórico e chego às seguintes conclusões:
- santa ignorância, um menino ... aprendi umas coisitas mas poucas..
- naquela altura tinha todos os cuidados e mais alguns - seguia cartilhas sacadas das revistas da especialidade, até cuidados com a alimentação tinha ... hoje? Um javardo ...
- para primeira não foi nada mau - não esquecer que não havia amigos que já tivessem feito, grupos de corridas para beber experiências nem as Maratonas tinham a participação que têm hoje) ... hoje as aventuras são partilhadas e ainda bem
- já melhorei em 45min a minha marca o que dá quase 10km de distância em relação à primeira, ou seja, quando em 2016 estava a acabar em 2011 estaria ali pouco depois do Túnel da Ribeira.

aí vai ele ... no ano passado voei ...

Mas há coisas que se mantêm ao fim destes anos todos
- continuo um menino
- muito do que sinto durante as Maratonas é o mesmo, independentemente que seja a 1ª, a 5ª ou a 11ª deste fim de semana.
- desde que a descobri que continua a ser a prova das provas, a Rainha e a minha preferida
- os amigos que me acompanharam naquela altura continuam por perto, a estes juntaram-se muitos mais
- cada relato é um testamento e gabo a paciência a quem chega a ler até ao fim
- continuo a escrever conforme me sai na hora, com bué de erros e sem grandes filtros ou floreados ... 
- parvo ... continuo parvo ... acho que esta parte é crónica e com tendência para piorar

A primeira Maratona deu-me bem mais do que a satisfação de me tornar maratonista e tudo o que isso acarreta a nível pessoal. Deu-me a ideia peregrina de registar o feito em texto e depois de o partilhar, primeiro por família e amigos e depois, incentivado por outros, uns meses mais tarde por aqui, criando este meu menino que tanto me deu nestes quase 6 anos e 669 textos (a maioria parvos) publicados. Tive o privilégio de conhecer muita gente boa através do PK - muitos deles vão estar na linha de partida na próximo domingo e até de incentivar algumas pessoas a correr (coitados). Muitos dos  incentivos, dos bitaites e do apoio que sempre recebo tem origem neste tasquinho e do que partilho por aqui, sinal claro que existe muita gente que se identifica comigo nesta coisa maravilhosa que é a vida de um corredor de "fim de semana". 

Chegou a hora de nova Maratona do Porto ... espero na próxima semana postar por aqui mais um testamento, se possível com uma história com final feliz.

Desejo a todos que no domingo vão enfrentar a prova Rainha no Porto a maior das sortes. Curtam cada metro, sofram o que tiverem de sofrer e cortem aquela meta ... e quem ainda não vai este ano, apareçam por lá, bebam um bocadinho do ambiente desta festa e ajudem-nos a vencer a distância ... um simples incentivo faz maravilhas.



Oupas ... domingo tudo para as marginais junto ao Atlântico e do Douro, seja em Matosinhos, Porto ou Gaia ... a correr ou a incentivar ... e quando se sentirem a fraquejar nunca se esqueçam....





quinta-feira

Outubro 2017 - mesmo a tempo da Maratona



Depois dos bons indícios na última quinzena de Setembro, Outubro confirmou que estou a voltar à boa forma. Foi um mês bastante intenso a nível de corrida, incomparável com qualquer outro deste ano. Foram 240km em 18 treinos.  Voltei a correr acima dos 20km seguidos (e foram muitas vezes) sem parar, voltei às series e aos treinos em ritmos altos e fiz duas provas – a Meia Maratona da de Ovar e o Aquatlo daFeira.
E veio mesmo a tempo de fazer uma preparação mínima para a Maratona do próximo domingo. Tudo um bocado em cima do joelho, à pressa, mas foi o possível.
- fiz 4 longos (25, 28, 30 e 30km) entre o dia 2 e o dia 21 
- fiz 2 treinos de series longas (4x2km e 8x1km abaixo dos 4min/km)
- fiz 2 treinos de ritmos muito fortes (5km a 3,57min/km e 10km em 40m7s)
Sei perfeitamente que isto é um atropelo a tudo o que se deve fazer mas acreditem que nunca fiz um treino destes em que estivesse de alguma forma limitado por dores, por cansaço excessivo ou outras coisas anormais. Pelo meio fiz muitas corridas de recuperação curtas, e alongamentos. No fundo sinto-me a voltar à boa forma e isso motiva … chegar a uma subida e faze-la de gás colado ou estar com o coração a parecer que vai saltar da boca e ainda ter pernas para acelerar, ir a 4min/km e ter força para meter uma abaixo para fazer aqueles 300m até à esquina daquela casa ainda mais rápido só porque apetece … tão bom não é? Já não sabia como era, mas em Outubro voltei a sentir e várias vezes.
Precisava de um mês assim por tudo mas também para a Maratona de Domingo. Por mais Maratonas que corras (no meu caso já são algumas),  a coisa mete respeito. Não é por acaso que é a prova Rainha e a minha prova preferida. Por muito bem que estejas nunca está garantida (em nenhuma prova, mas nos 42,195km de uma Maratona muito menos) … tendo um ano completamente atípico e complicado, o mês de Outubro além de uma boa base de treino deu-me confiança para enfrentar a Rainha das provas de Estrada … não haverá a luta por um recorde pessoal como tinha planeado no inicio do ano, mas haverá luta para simplesmente acabar, para me divertir participando na festa de mais uma Maratona do Porto (onde me estriei há 7 anos atrás e nunca mais faltei desde então) J 
Venha ela ….