segunda-feira

Grande Rota do Caramulo - GR 53



No plano da semana que passou tinha 5/6 horas soft de Monte para domingo. Tenho aproveitado sempre que posso para ir com a Pikinita conhecer alguma Serra ou um percurso marcado por sítios que ainda não conhecemos – temos alguns critérios, um deles é não distar mais de 1 hora de casa. E foi assim que demos de caras com mais uma Grande Rota, a GR53 do Caramulo, um percurso muito recente inaugurado em Setembro de 2019.

Não conheciamos o Caramulo, o Maps dizia que ficava a 1h05 de carro de casa e que a GR53 tinha ca.30km de distância com pouco mais de 1000m D+ ... perfeito 😊 ... no sábado soubemos que a malta dos Montemorrows ou lá como se chamam afinal não iam fazer a caminhada a Drave por causa do calor e duas ou trés mensagens bastaram para termos companhia da boa ... a ala Ultra daquela malta ia embarcar na nossa aventura .. bemvindos a bordo Raquel e Paulinho 😊

Domingo, um pouco antes das 9h estávamos a arrancar do centro do Caramulo, mesmo em frente ao Museu para mais uma viagem à descoberta. 
sigaaaa...




Os primeiros 10km (descemos 450m em 5km) iam levar-nos por cotas baixas, por campos e florestas, passando pequenas aldeias onde imperava o granito puro  ... o percurso impecávelmente bem marcado ...  alguns cursos de água como um poço que descobrimos ainda bem cedo (talvez aos 5km) e que deu direito à primeira (e única ) tolada refrescante de toda a jornada. 




esta tem brazão ...

só foi pena que a partir de meio não tenhamos encontrado mais nenhum spot destes… tinha feito jeito

Ainda frescos, pese embora o forte calor se fizesse já sentir, ainda fizemos algumas investidas paralelas ao percurso oficial para ir ver uma capela ou uma cascata sempre muito bem indicadas por placas. Outros pontos de interesse foram deixados para umas segundas núpcias 😊 ... tudo feito muito tranquilamente numa especie de „corrinhar“ ... aproveitei a companhia do Paulinho para „sacar“ mais algumas informações importantes sobre a PT281+, prova que ele já completou por duas vezes – não será por falta de informação que poderei falhar - temos que aproveitar tudo o que esta malta com muita experiência nos possa ensinar – nota de rodapé e a titulo de exemplo: já sei qual o creme para os pés que vou levar 😊
muitos anos a virar frangos ...
 


 e é isto ….
 

Entretanto o nosso corpinho já pedia uma mini fresquinha e tal como eu adivinhei, a salvação estaria em Múceres, uma aldeola simpática com o único café que encontramos aberto até ali e que viria a ser o único até aos 20km já no alto da Serra. 




topem isto ...

aqui mais ao pormenor ...

Estivemos ali uma boa meia hora ... duas rodadas de minis, uma sandocha que levamos de casa e umas histórias* da dona do tasco depois estávamos prontos para arrancar. 



*esta tenho que contar – a senhora do tasco engraçou connosco e decidiu abrir o livro – uma das histórias que nos contou foi que andavam a trabalhar no campo e que ela a dar uma risada cuspiu a placa de cima dos dentes ... não teria sido grande problema se o cão do vizinho não lhe tivesse abocanhado a placa e fugido a sete pés com ela na boca ... a senhora quanto mais berrava e corria o cão mais fugia 😊 ... uma história que acaba bem porque a senhora conseguiu recuperar a placa que depois de bem lavadinha está de regresso à parte superior da boca dela ... consta-se que o cão tb se safou 😊 ... é por estas peripécias, por conhecer esta gente genuina da terra que eu gosto de parar nos tascos ... pronto ... e pelas minis frescas tb 😊



cá está a dona do pedaço … o Paulinho bem tentou mas tivemos que pagar na mesma as minis

Seguimos viagem com mais de 1/3 do percurso feito e pouco desnivel positivo nas pernas a uma cota de 250m de altitude. Não é preciso ser pró nestas coisas para saber que para chegar ao desnível anunciado e para chegar ao ponto mais alto do percurso (1067m2) íamos penar um bocadinho. Mas tem que ser ... sigaaaa.

última cena de água para refrescar antes de começar a escalada
 

E não demorou muito a começar a penar serra acima ... por volta dos 13km a coisa inclinou a sério. Com umas antenas do nosso lado direito, bem lá no alto, começamos a subir um estradão aos zigue-zagues ... isto já passava das 11h da manhã e deste lado da serra não corria vento ... mas podia ser pior ... seria pior se a Serra do Caramulo fosse desprotegida, não tivesse aquelas florestas que nos forneceram ums sombras que nos facilitaram e muito aquela subida.





Foram quase 700m D+ em pouco menos de 8km ... quase 9% de inclinação média ao calor ... a água e o isotónico que eu levava tinha-se tranformado numa espécie de chã que era melhor que nada. Quando vimos Jueus, uma pequena localidade a ca.900m de altitude, a minha (acho que todos) visão focava em encontrar um tolde de um tasco qualquer onde pudesse comprar um abebida fresca. Mas estava tudo muito calmo, nem vivalma se deslumbrava ali (pudera, hora de almoço, quase 40 graus, a malta ia andar na rua a fazer o quê? Uma caminhada???) ... mesmo à entrada da aldeia uma escola primária e o portão a aberto ... dei a volta à escola à procura de uma torneira que encontrei ... maravilha .... deu para refrescar, beber (sabia a poço mas entre isso e beber o meu chã de isotónico escolhi a água) e sair dali já bem revigorado.





Para ser perfeito faltava o tasco ... quando já estávamos para desistir eu tive a ideia de subir uma escadas de um prédio moderno que destoava um pouco da paisagem ... mentira ... foi o Paulinho que teve a ideia, eu fui a reclamar atrás por estarmos a gastar energias desnecessárias 😊 ... e qual não é o espanto que damos de caras com um Restaurante/Bar todo modernaço e aberto, que faz parte de um Alojamento Local que se instalou ali ... nem sei quanto tempo estivemos ali ... mais duas rodadas de minis e umas sandes ... a vontade em arrancar não era muita não, pudera 😊




 

Mas lá pusemos pés ao caminho ... continuando a subir por mais 3km (e 300m D+) até ao cume da Serra do Caramulo. Este troço já foi a céu descoberto, parte por entre pedregulhos enormes arredondados, muitos que pareciam colados uns aos outros de maneira estranha e que pareciam ir cair a qualquer momento. 






Chegados ao Cume apanhamos uma estrada em alcatrão que nos levou até ao Caramulinho ... o ponto mais alto de todo o percurso – 1067m de onde as vistas eram brutais.

Ali está ele … o Caramulinho...

Conquistado … 1067m Altitude

 

 


só para avisar potenciais patrocinadores que o Paulinho está a precisar de comprar umas sapatilhas novas … quem estiver interessado em projectar a sua marca por estes trilhos fora pode deixar o contacto na caixa de comentários ...


Já não faltava tudo ... depois de mais 1km a descer por uma estrada de alcatrão fofinha chegas ao Cadraço onde tens duas variantes da GR53 – podes decidir descer directo ao Caramulo (ca.26km no total) ou podes ir dar uma volta mais longa até ao Cabeço de Neve (são mais 5km) – óbvio que escolhemos a 2ª hipotese 😊

O Cabeço de Neve é outra ponta do Caramulo onde tem um Marco Geodésico a 995m ...

Agora era descer 4km até ao Caramulo ... supresa das surpresas foi o tipo de piso que apanhamos ... uma das partes mais técnicas do percurso, com bastante pedra e o piso bastante irregular. Mas tranquilos ... temos tempo.






Ainda demoramos uns bons 45 minutos a chegar ao Caramulo para finalizar a volta, 32km e quase 1300m D+ depois. Precisamos quase 8h o que mostra bem o „soft“ que foi ... mas desenganem-se ... olhem que ainda corremos um bom pedaço do percurso, quase 1000mD+ são feitos de uma assentada só, fizemos foi bastantes paragens e o calor não estava para brincadeiras.



Resumindo e concluíndo – foi um treininho excelente para o que me espera 😊

Só tenho a dizer bem deste percurso ... gostei mesmo muito, bastante variado e é durinho q.b. – se alguêm se lembrar de fazer isto como caminhada pura é apetrechar-se de matimentos e liquidos – logo nos primeiros km não faltam fontes mas depois, a partir do tasquinho de Múceres a coisa complica-se e só em Jueues é que se volta a ter oportunidade de abastecer. As marcações são perfeitas e os responsáveis pelo percurso tem a manutenção feita – o trilho é recente (não tem um ano) mas as partes com silvas e vegetação estão todas abertas, nota-se que ali andaram recentemente. Muito bom. Aconselho.

Foi um domingo bem passado em excelente companhia 😊

olhem que a brincar a brincar estão aqui uns milhares valentes de km de experiências de corrida nesta foto … obrigado pela companhia :)

sexta-feira

PT281+ - e agora?


Agora é tratar de todos aqueles pormenores que fazem toda a diferença.

É oficial … dia 23/7 arranco de Belmonte pelas 18h … destino é Proença-a-Nova, passando pelo Sabugal, Penamacor, Penha Garcia, Idanha-a-Nova, Lentiscais e Vila Velha de Rodão. 66 horas são o limite para os 281km (e mais uns pozinhos) para concluir esta aventura de sonho.

Serei capaz? Veremos … só saberei se tentar.

TIC TAC TIC TAC

quarta-feira

566,94km num mês é muita fruta



Os meus números do mês de Junho são algo que era completamente impensável para mim e correspondem a um recorde absoluto em km percorridos num mês – só para dar uma ideia desta “barbaridade” o máximo anterior estava em 409km conseguidos em Fevereiro passado.

Foram 566,94km que percorri a pé no mês que agora acabou o que dá uma média de 18,9km por cada dia de Junho.

Como já disse por aqui ando a ser orientado desde inicio deste ano com o foco colocado na PT281. O confinamento de Março a Maio alterou os planos e como é lógico não permitiu nem de perto nem de longe fazer o que estava previsto. Mas desde que saímos de confinamento e nos é permitido sair para correr de forma mais tranquila as tareias semanais tem sido mais que muitas e andam a aumentar à medida que o dia PT se aproxima.

Eu não sou o “aluno” mais experiente e cumpridor em seguir planos – quem segue este espaço sabe que sempre fui uma espécie de passarinho livre que ia fazendo o que lhe apetecia e conforme podia. Mas tem sido diferente, mesmo saindo do “trilho” de vez em quando e levando nas orelhas por isso (e com razão) tenho-me esforçado para cumprir mesmo quando tenho treinos que à partida me parecem impossíveis de fazer – tenho feito alguns que consegui concluir com sucesso e me deixaram mesmo orgulhoso do feito - afinal provam que eu estava errado e ainda posso dar mais alguma coisa do que pensava J

Há muita coisa que eu não sabia e muita imaturidade na forma como treinava e continuo a fazer erros mas tb a aprender com eles. Está a ser uma viagem engraçada, uma viagem que só é possível com muita gestão de tempo e apoio de quem me rodeia.

Tenho a sorte de ter como companheira de vida uma pessoa que também corre e por isso compreende a maluquice que é embarcar numa aventura como a PT281. Além de apoiar a aventura a Pikinita também alinha em boa parte dos treinos, especialmente nos treinos a rolar e faz-me companhia em muitos dos longos ao fim de semana. Isso é impagável e torna tudo muito mas muito mais fácil. Resultado – a Pikinita em Junho foi “obrigada” a fazer 300km pela primeira vez na vida dela J

Sinto-me bem, um pouco cansado das pernas como é normal mas forte e resistente como só me lembro por alturas da CCC em 2016, o meu ano de ouro. E a recuperar muito bem de grandes esforços ou então é como alguém acha, que talvez não me esteja a esforçar o suficiente J


Muitos dos km foram feitos em treinos longos ao fim de semana … no passado fim de semana foram 5h de corrida no sábado e 5h no domingo … 

 No sábado fomos pró Porto… oh pra eles todos contentes
 

e estreamos pantufas novas … está na hora de testar equipamento para o grande dia 
4

andamos pela marginal do Douro


subimos e descemos aos tabuleiros das pontes ...


paramos em Matosinhos para um fininho que soube que nem ginjas

tivemos a companhia da "cunhada" Raquel para uma voltinha por Matosinhos e Leça 

fizemos a circunvalação e treinei o comer sandes pelo caminho ...

o tempo voa … já passaram 8 meses que nos mudamos daqui para a Feira

 e acabamos no Freixe de onde tínhamos partido 5h antes … nada mau 

No domingo fui sozinho … com os meus calcantes novos 

Feira, Ovar, Furadouro ...

Brinca, brinca ...

já fui muito feliz aqui ...

este treino foi feito em autossuficiência … trincar uma sandocha na praia é outro nível 

não se pode ir a lado nenhum sossegado … a malta de Sanguedo agora só quer bicicleta

Maceda, Cortegaça, Esmoriz

Rio Meão, SJ Vêr e Feira

fonix … os últimos km custaram … estava um calorzinho jeitoso

apanhado pela Pikinita 

Já não falta tudo … ainda não há confirmação a 100% que a PT281 se realize mas eu acredito que sim. Já começou mais uma semana que promete ser bastante dura … hoje é dia daqueles treinos “impossíveis” … lá terá que ser J

aguenta e não bufa ...

Espero que este mês volte a chegar aos 500km ou perto … sinal que terei concluído o desafio J J J