quarta-feira

São Silvestre de Espinho 2018 - 4 em 4


4 edições, 4 x que aqui o Perneta concluiu a São Sivestre de Espinho. Sou totalista – daqui a 96 anos espero que a organização me ofereça a inscrição e me faça uma homenagem … tá dito J
2015 – 39m29s (1ª vez que baixei os 40min)
2016 – 38m48s (RP à altura … baixar aos 38? Txiii … impensável)
2017 – 37m42s (RP actual … um voo daqueles)
2018 – 42m17s (que passou-se???? J)
Só por este historial a SS de Espinho já tem um lugar de destaque na caixinha das provas preferidas d aqui do Perneta. Mas os resultados obtidos são apenas uma das partes que fazem esta prova especial para mim. Correr em Espinho é como correr em casa, estudei em Espinho durante dois anos, era em Espinho que passava grande parte dos verões de infância e juventude. Depois é uma prova muito bem organizada – há ainda o facto de ser corrida de noite com as luzes de Natal ligadas, e de haver muita adesão de público em quase todos os 10km do percurso. Acho que está tudo dito.


E este ano, embora o resultado fosse muito aquém dos anos anteriores, tive direito a todo o resto. E foi muito bom.
Cheguei à linha de partida com pouco treino – não vale a pena estar sempre a falar na mesma coisa, as coisas são como são – e “gordo” … por isso não há milagres. A minha intenção era de fazer um treininho mais rápido, chegar ao fim sem problemas físicos. Assim na minha cabeça, era fazer tipo 45min tranquilos. Um gajo cheio de juízo J
Acontece que no “aquecimento” – devido às obras tive que deixar o carro a 1km e como andei  entre carro e zona de partida para trás e para a frente acabei por fazer 4km.  E nisto passei por muita gente, vivi o ambiente e começaram as recordações dos anos anteriores a vir ao de cima. “E se desse o máximo, só para ver até onde chego?” … “deixa-te de merdas, não vais longe, além disso ainda te lesionas e há objectivos a cumprir daqui a umas semanas” … 
Antes da prova o habitual com a família calense … quase 20 inscritos, faltaram alguns. Faltavam apenas uns minutos quando entrei na caixa de partida A, bastante à frente o que é bastante bom olhando a que estavam 1500 inscritos entre corrida e caminhada.


E não tardou muito a dar-se o tiro de partida … tentei não exagerar mas era impossível. A avenida é larga mas é muita gente com pressa J … faço o primeiro km a 4min/km e deixo-me ir. Vou bem, soltinho de pernas e respiração controlada. “e se arriscar mais um bocadinho?” … “ganha juízo páh!!! Tu achas que há milagres?” … pronto … vou andando e depois logo se vê. A marginal junto às praias é sempre uma festa, com muita gente a assistir … muitos “força Perneta” … “vamos Carlos” … reconheci alguns, outros nem por isso (além de ser de noite sou um caixa de óculos cegueta) … e ao fim da Avenida corte à esquerda … e o que vejo? A maior parte da malta a cortar a direito num parque de estacionamento, na diagonal … alguns bons 70 a 100m a menos … “então pessoal??? Isto é assim?” … um senhor da organização que estava nessa esquina tb barafustava com quem cortava caminho … não me admira as discrepâncias nos relógios em termos de distâncias no fim … enfim …
Voltamos à zona de partida cheia de gente a apoiar … ouço mais incentivos antes de cortar para a Rua 21, ca. 3km nas pernas para enfrentar a primeira das 3 subidas até ao retorno no alto de Espinho junto à BP. É o segredo desta prova …. chegar lá acima dando o máximo para depois  gerir na volta, maioritariamente a descer. Vou com 4,03min/km de média mas já a dar alguns sinais de fraqueza … baixo um pouco o ritmo a subir e nas cortadas planas à direita tentava recuperar o ritmo e a respiração o que parece incompatível mas é possível. Cheguei ao retorno da BP com os bofes de fora, mas num ritmo bem bom para a forma 4,08min/km …. a prova estava quase feita … as pernas estavam bem, nenhum resticio da lesão muscular de final de ano. E no meu cérebro pequenino continuava a luta … “sou menino para conseguir chegar no minuto 40” …. “cuidado moço, já não és o mais novo … vais-te lixar” … 
E a descer a rua 19 o ritmo aumentou de imediato para ritmos bem abaixo dos 4min/km … não durou muito, porque nessa primeira descida senti a coxa direita a ficar presa, uns primeiros sintomas acho eu e daí a abrandar para ritmo a trote foram uns segundos … “foda-se” … “eu bem te avisei, tens a mania que tens 20 anos” … e assim fui andando, sempre a ser ultrapassado e a ver o que a coisa dava. Aos 8km passa por mim a Cristiana (3ª mulher) do Running Espinho e vencedora dos Trilhos dos Pernetas 18km de 2017 … aproveitei a boleia e fui assim até ao fim, novamente a ritmos bem mais altos e novamente bem das pernocas. Terá sido falso alarme, será que ando mais atento aos sintomas, será que ando a exagerar no juízo? … não faz mal … importante é que cheguei ao fim sem mazelas, com um tempo razoável e a sentir-me bem, tranquilo J



E pronto … foi isto. Mais uma SS Espinho, a primeira prova de 2018 que espero seja o ponto de partida para um ano sem lesões. Próximo episódio daqui a duas semanas na Meia Maratona de Viana para um treino longo. O próximo objectivo de tempo será em fim de Março nos 100km de Lousada J



A melhor São Silvestre de Portugal



Qual será a melhor São Silvestre do país? A do Porto é excelente, a de Espinho também, a de Lisboa não conheço, tal como a da Amadora que gostava mesmo de conhecer um dia. Para uns 40 elementos do CAL a resposta é fácil desde sábado passado … é a São Silvestre de A-do-Neves (Almodôvar) sem margem para qualquer dúvida.
De Lamas a A-do-Neves são pouco menos de 500km de distância, ou seja, ida e volta foram quase 1000km. E perguntam vocês? O que faz a malta do Clube Atletismo de Lamas fazer uma viagem tão longa para ir correr 10km numa São Silvestre não competitiva quase à outra ponta do País? Muito simples … o Luís Lobo.
O Luís Lobo é um dos dois melhores atletas do nosso clube, em qualidade desportiva são os dois muito acima de qualquer um de nós. Mas não foi pelo que ele corre que a malta o foi “visitar” – foi pelas qualidades humanas. O Luís conheceu-nos através deste tasquinho … foi através do PK que houve o primeiro contacto, dizia ser seguidor atento (vai-se lá saber porquê). Fomos tendo algumas conversas esporádicas até que um dia decide vir correr ao Porto – veio o Luís e o Eduardo (irmão dele) de avião um domingo de manhã fazer a Corrida de São João – gandas malucos. Escusado dizer que andamos metidos nas bejecas antes e depois da prova e foi “amor à primeira vista” … a boa onda e o espirito da coisa encaixava que nem uma luva na malta do CAL e daí a “assinar” contrato vitalício foi um segundo. Desde aí as visitas ao Norte tem sido uma constante, apesar da distância é um elemento muito presente e quando há aventuras das grandes aí está ele logo na primeira linha. É um calense de gema e um Perneta do núcleo duro, sempre pronto para a rambóia J. O homem é tão boa onda que conquistou a malta do CAL rapidamente – o convite para o visitar um dia em Almodôvar já existia há muito tempo mas nunca houve a verdadeira oportunidade para organizar uma visita.
Em 2016 o Luís (com a ajuda do Eduardo e mais uns amigos) decidiu organizar uma São Silvestre na aldeia onde residem – uma espécie de “brincadeira”, com dorsais impressos por eles e feito em cima do joelho. A ideia era de fazer um convívio entre as gentes da aldeia, por a malta a mexer-se – correr, caminhar e conviver, sem qualquer tipo de competição. Foi um sucesso. Só não deu para irmos porque foi muito em cima da hora. Mas ficou a ideia de lá ir numa 2ª edição, se houvesse. 
E houve … e nós fomos!!! Não meia dúzia como inicialmente previsto, mas um autocarro cheio (ou quase). Entre calenses, familiares e amigos enchemos um autocarro e fomos até ao Alentejo encher a alma. Um dia longo que começou às 5h da manhã e terminou perto das 2h da manhã do dia seguinte. Valeu por cada metro percorrido.
Sinceramente não sei bem transmitir por palavras o que nos proporcionaram, o dia que passamos. 
Fiz uma curta-metragem como recordação para mim e para os outros também. Ainda são 13minutos, mas que transmitem de alguma forma o que foi este dia para nós …


Não tenho mesmo palavras. Tenho estado com alguma da malta que fez este “passeio” nos últimos dias e a conversa anda sempre à volta do mesmo. A forma como nos receberam, os amigos que fizemos, o que comemos e bebemos, o que nos divertimos. Gente boa de várias gerações num convívio 5* - no meu caso foram os meus pais e as minhas filhas – o meu pai tem 72 e a minha mais nova tem 4 – toda a gente se divertiu à grande e adorou a experiência J
Resta-me agradecer, em meu nome e de todos os calenses, a toda gente de A-do-Neves pela forma como nos receberam – sentimo-nos em casa. Á equipa que organizou o evento – espectacular, estão de parabéns, foi a verdadeira festa (não se pagava inscrição, apenas quem quisesse podia comprar a camisola do evento por 5 € - incluía dorsal, abastecimentos e lanche no fim que mais parecia um banquete – queijos, pão alentejano, enchidos, porco preto, leitão assado, sobremesas de todo o tipo, bebidas á descrição … incrível) … obrigado Eduardo Lobo (podias juntar-te ao CAL J), obrigado Ricardo (o homem é o núcleo portista de Almodôvar J) …
Por fim um obrigado muito especial ao Luís Lobo, é uma honra ter-te na nossa família, pelo muito que corres mas muito mais pelo que és. Só por te ter feito chegar ao CAL já valeu a pena ter aberto este tasquinho J … o PK e a corrida deram-me outro “irmão” J
Ahh … e falta referir que o nosso lema é da autoria dele … “quando corre um corremos todos” e que tem um blogue de corrida que merece uma visita.
Grande e Forte Abraço Luís!!! Vemo-nos por aí ...

domingo

2017 - Mau ou Bom?


Será que 2017 foi um ano mau no que diz respeito às minhas corridas? 
Assim de repente iria jurar que sim. Foi um ano em que fui fustigado por pequenas lesões ou mazelas que me impediram de correr de forma constante e em dar sequência a um 2016 absolutamente espectacular. E essas mazelas começaram logo em início de Janeiro e hoje, no último dia do ano estou a finalizar a recuperação de mais um pequeno problema muscular que me apareceu no início de Dezembro. Resumindo, entre rupturas, estiramentos, Aquiles inflamado e um problema num joelho apenas tive 4 semanas seguidas sem qualquer problema, que me permitiram ganhar alguma forma para a Maratona do Porto. 
O resultado está neste quadro comparativo onde comparo alguns parâmetros desde 2011:
Acho que nem é preciso dizer mais nada – a vermelho os registos mais baixos desde que guardo os dados. Em todos os parâmetros este ano bati todos os recordes negativos excluindo o nr de provas em que participei, que foi o mais alto de sempre (a azul). Se comparar com os valores mais altos de sempre (que por acaso tinham sido todos em 2016) são quase 50% menos km percorridos, menos 64 treinos e a média por corrida passou para 11,31km (em 2016 eram 15,43km). Explica tudo.

Mas será que 2017 foi mesmo um ano mau no que diz respeito às minhas corridas?
Os números dizem que sim, e essa era a ideia que eu tinha quando comecei a escrever este texto (que estava um pouco diferente mas acabei por alterar). É que fui fazer uma revisão mês a mês – foi por isto que comecei a escrevinhar neste tasquinho – e sabem uma coisa?
Aconteceu tanta coisa boa!!! Mesmo … quase todos os meses tive acontecimentos bué de positivos. Não vos quero massacrar com todos pelo que escolhi apenas alguns  
Janeiro
- RP nos 10km SS Espinho – talvez tenho sido um erro ter ido correr esta prova no estado em que estava. Quem sabe! 37,42min aos 10km, uma marca que me orgulha muito, um Perneta a voar.
- Meia Maratona Manuela Machado – um final dramático, um RP bem folgado que ficou a 300m da meta – início de um calvário mas igualmente uma grande aprendizagem para mim e uma forma de ter tido os meus “5min de fama” nas redes sociais. E umas fotos catitas do “esbardalhanço” J. Melhor de tudo – existe gente boa que abdica da sua prova para ajudar quem está em dificuldade – mais uma aprendizagem.

Abril
- Maratona de Roma – uma Maratona de 11km J … isto deu pano para mangas (continua a dar) e ainda bem. Um episódio que à primeira vista nada tem de divertido mas que levei na desportiva. Além disso foram 4 dias espectaculares de convívio com um monte de gente boa. 

Maio
- Trilhos dos Pernetas – meses de muito trabalho, mas também de muita diversão que culminam numa grande festa em que quase tudo correu muito bem. Melhor era impossível. Alma cheia pelo evento, mais ainda pela família Perneta que o colocou em pé. Enormes!

- Azores Trail Run 2017 (link1, link2, link3, link4)– 5 dias magníficos pelo Faial e pelo Pico. 2 provas, desistência no km vertical da subida ao Pico e sucesso nos 48km do Faial Costa a Costa. Pétaculo!!!

 Setembro
- Corrida do Avante – merece destaque não pela corrida mas pelo fim de semana na festa do Avante, mais um grande convívio que o mundo da corrida me arranjou.

- 24 horas Portugal a Correr – por falar em “cumbibios” – invasão calense a Vale de Cambra, comer, beber e correr. 

Novembro
- Maratona do Porto – mais uma, a 7ª consecutiva, desta vez com 42,195km e num tempo excelente para quem tinha apenas 4 semanas de treinos regulares. A acrescentar a festa da Maratona antes & depois. 


Dezembro
- SS A-do-Neves – ainda não há texto sobre isto, mas haverá. Um autocarro cheio com quase meia centena de calenses, entre atletas familiares e amigos. Quase 1000km percorridos num dia, corrida, comer&beber e cumbibio. Que gente fantástica - valeu cada metro para ir a Almodôvar !!!


Mas será que 2017 foi mesmo um ano mau no que diz respeito às minhas corridas?
Colocando tudo na balança e como para mim a corrida não é apenas treinos, provas e tempos, mas muito (no mínimo em igual proporção) amigos, tainadas e afins, 2017 foi claramente um bom ano. Um ano em que não corri o que gostaria de ter corrido mas em que fiz mais uma catrefada de amigos e em que participei em muitos “cumbibios” em que se juntou o útil ao agradável – correr e cumbibere J

Resta-me agradecer todos que vão acompanhando este cantinho que continua a crescer – não é minha intenção mas mentiria se dissesse que não gosto de ver o número de visualizações a aumentar, mas mais importante que isso, o número de pessoas que conheço através do PK e as mensagens que recebo de pessoas que de alguma forma se identificam com o que escrevo sobre as minhas corridas a crescer ainda mais. Espero que no próximo ano continuem a acompanhar as “parvoíces” que vou debitando por aqui e a motivar-me para as minhas aventuras. Bem vou precisar porque em 2018 pretendo voltar às distâncias longas e os caminhos para lá chegar são de muitos km nas pernas, e como é sabido, quanto mais km mais histórias para contar.
Para todos vocês um excelente 2018, cheio de coisas boas com o meu desejo de sempre … muita saúde para todos, porque o resto conquista-se!!!
E como é hábito despeço-me com a minha foto do ano … até pró ano J

segunda-feira

2018 começa a definir-se e Bom Natal

O "programa de festas" para 2018 começa a ficar definido, não só no papel mas já com inscrições à séria. Depois das já há muito planeadas SS Espinho e Meia Maratona de Viana em janeiro,  a aposta vai claramente para as distâncias longas, estando já inscrito em 2 Maratonas e numa prova de 3 dígitos.


vou regressar aos 100k Portugal ... após um ano de intervalo estarei de volta ...


em meados de Setembro vou a Berlim com a família Perneta. Que sorte ... fui sorteado logo à primeira. 


e já me inscrevi na Maratona do Porto, aproveitando a promoção já habitual que costumam fazer em Dezembro

No entanto fiquei um pouco irritado com a organização que além do aumento de preço que faz todos os anos (este ano a promoção subiu novamente quase 10%) decidiu pela primeira vez fazer-se pagar pela Pasta Party - 3€ é um preço simbólico para um almoço que é de boa qualidade mas que desde que me lembro foi "oferecido" - juntando ao aumento da inscrição estamos a falar de quase 20% efectivo de aumento. Acho muito!!! Não vou à Pasta Party, não pelo preço mas porque não concordo cobrarem como extra. De ano para ano os preços aumentam e as regalias são menores - ainda não me esqueci da supressão da garrafinha de vinho do Porto há 2 ou 3 anos atrás. Por outro lado continuo a achar que para a qualidade da organização, a Maratona do Porto é uma maratona "barata" e por fim só vai quem quer, e eu quero corre-la, pelo oitavo ano consecutivo.

Agora falta-me "apenas" decidir uma grande prova em distância para meados do ano (Junho, Julho) - estou indeciso entre duas provas muito diferentes uma da outra (uma em trilhos outra mista) - apenas sei que ambas tem distâncias acima do meu recorde de km numa prova (134,4km). 

Pelo meio haverá espaço para outras em estrada ou por trilhos, mais curtas e mais longas. Á medida que me for decidindo vou colocando aqui :)

Aproveito esta "posta" que deverá ser a última antes do Natal para desejar a todo o mundo, que tem a paciência de vir aqui ler estas "tristezas", um excelente Natal na companhia das pessoas que mais gostam, a comer e a beber à grande. Divirtam-se!!!

Como não poderia deixar de ser e como há uma tradição a manter neste cantinho, deixo-vos de seguida com a melhor canção de natal de todo o sempre (não existe Natal sem esta canção), numa versão ao vivo para não dizerem que é sempre a mesma coisa neste tasco ...


... e para quem não conhece o génio que está por trás desta e de muitas outras pérolas dos Pogues, fica aqui esta pequena amostra de como Shane MacGowan leva a vida ... a beber uns copos valentes e a rir ... é o maior ... BOM NATAL PESSOAL!!!!


sábado

São Silvestre de Ovar 2017 - Perneta ajuizado




E aos 5,5km decidi parar a minha São Silvestre de Ovar – meia maratona de Roma dizem alguns, bem bom J - a coxa esquerda a prender assim me “obrigou”.


Se puxar o filme uns 1000m atrás vinha muitíssimo bem, perto de terminar a primeira volta da prova com uma média de 4,18min/km, pernas soltinhas, respiração controlada e ritmo em crescendo. Que belo treino, melhor do que esperado.
Se andarmos com o filme mais uns 20min para trás estava eu na partida, no último terço do pelotão a aguardar o tiro de partida. O aquecimento tinha corrido bem, 3km a ritmos variados sem qualquer sinal da lesão muscular contraída na futebolada de domingo passado com os BYL. Mesmo assim estava decidido a fazer um treininho mais rápido sem exagerar. Há uma semana que não treinava e mesmo que não tivesse sentido nada no aquecimento tinha receio que a lesão voltasse e não queria arriscar.

olha que lindos ... o CAL em força em Ovar .. 


Após o tiro de partida foi no meio do pelotão, zigue-zagues habituais e mudança de ritmos … sem stress, hoje é treino. 1º km a 4,35min/km e sinto-me muito bem. Acelero um pouco e assim vou até à subida que dá à meta para cumprir a primeira volta … e é nessa subida que o músculo da coxa esquerda começa a prender … esperei apenas 500m para tomar a decisão de parar. Era esse o plano … e surpreendentemente até para mim, cumpri à risca.
E não tive nenhum problema com isso. Tranquilo. Lógico que gostava de ter acabado, melhor ainda era ter chegado ao fim sem sentir lesão nenhuma. Mas pronto, parei antes de fazer verdadeiramente mossa … tanto juízo que tive!!! Estou preocupado comigo, eu não era assim J
Depois fui para a meta para ver as chegadas … não cheguei a tempo de ver os primeiros, mas bem a tempo de ver a malta a partir dos 33min, alguns amigos a fazer grandes provas. Fiquei até ao minuto 39 … depois o frio “obrigou-me” a voltar ao carro e depois para casa. Aqueles 6 minutos na meta deixaram-me um pouco com “inveja” daquela malta … no ano passado fiz parte daquele grupo e deu-me saudades de estar assim rápido e forte … foi provavelmente a melhor prova que fiz até à data … hei-de voltar a estar assim, escrevam …
E pronto … chega ao fim um “ano horribilis” na corrida mas sobre isso escrevo lá mais para o final do ano. Não tenho mais nenhuma prova prevista. Falta a São Silvestre de A-dos-Neves que é para o convívio. 
Ainda bem que o Pão de Ló não é premio finisher :):):)

sexta-feira

O jogo do ano


É domingo, fim de manhã no Pavilhão da Escola Secundária Coelho e Castro em Fiães. Lá fora o furacão Ana já faz das suas, vento, chuva e frio. Mas dentro do pavilhão está um calor infernal provocado por um ambiente de cortar à faca. Chegou o grande dia, um dia que ganhou forma há muitos meses atrás, meses esses que passaram com provocações grosseiras entre as equipas envolvidas e que levaram a que se criasse este ambiente hostil.


a claque feminina dos adversários não me larga ... isto já nasce  

irresistível ... e cheio de vontade 
Bancadas a abarrotar com as duas claques em êxtase completo, cânticos de incentivo para os seus heróis e insultuosos para os inimigos, bandeiras, bombos e cortinas de fumo com as cores das duas equipas … por mais que uma vez as duas facções não chegam a vias de facto por milagre… 


a claque deles ...

a nossa ... 
No “relvado” o ambiente não é menos tenso – as duas equipas aquecem, concentrados tentando alhear-se das provocações que vem das claques rivais. Os treinadores assistem e vão chamando um jogador de cada vez para dar pela milésima vez as indicações para o jogo. Todos tentam ignorar o adversário mas a maior parte não consegue evitar uns olhares de soslaio para ver o que os rivais andam a fazer, para lhes tirar a pinta, ver o toque de bola. Ouve-se um apito … está na hora de recolher ao balneário para equipar e voltar para a arena para o que interessa … o jogo do ano.


hmmm... não notam nada estranho nesta foto???

hmmm ??? .... vale tudo ... 

E que grande jogo se adivinha … 
De um lado os Pernetas, a minha equipa, cheia de moços (e uma moça) de aspecto rude, moldados por uma vida dura de aldeia, barriguinhas proeminentes, com certeza menos formados nestas coisas dos futebóis, menos tácticos mas que apostam tudo na raça, na vontade, no querer. Feios, porcos e maus … Não!!! Não somos maus!


Do outro lado, os BYL (Beat Your Limit), moços da cidade, todos pipis, cheios de tiques de estrela, penteados da moda, tatuagens, brinquinhos, musculados, equipamentos da moda e uma vasta equipa técnica a dar apoio (1 treinador principal, 3 adjuntos, médico, 2 massagistas, 4 analistas de jogo e 2 árbitros – quase não havia pavilhão para tanta gente). Categoria!!!
No nosso balneário o ambiente está descontraído … sabemos do nosso valor, do que trabalhamos para chegar aqui, nem é necessário dizer nada, os nossos olhos dizem tudo. Calções vincados, camisolas no ponto, pitões afiados… uma última passa no charrito de rúcula enrolado antes do aquecimento e que ficou por acabar, um último gole na mini fresca e estamos pronto para o combate. Até os comemos caralho!!!


Ao entrar em campo é a puta da loucura … ambiente ensurdecedor. Os lindões dos BYL já lá estão há tempo, se fosse gaja era capaz de os amarfanhar a todos sem excepção – só mesmo a gaja cabeluda e de barba que eles tem na equipa é que eu não pegava nem que me pagassem uma sandes e uma mini na D.Alice J … o combinado era o jogo ser entre equipa mistas … os Pernetas apresentaram a Lurdes nas suas fileiras, os BYL o Kaká J 
Formar, saudar o público, cumprimentar um a um (posso dizer que cuspi na mão e meti o dedo no rabo – não posso dizer cú nesta cantinho pois não? – antes de os cumprimentar) e estamos prontos para a guerra.



Já com as equipas posicionadas sinto um arrepio na espinha, adrenalina no máximo, pêlos do peito encrespados e bicos das mamas de tal forma em sentido que dava para pendurar um casaco. Vai ser épico …
“pffffiuuuuuuuuuu” …. E começa a tourada… cof, cof … quer dizer o jogo. Saíram os BYL, trocam a bola com classe, desmarcações obliquas, 3-2-1, 4-3-2-1, e o caralho a sete. Os Pernetas quietinhos à espera, só faltava a cadeira para sentar, a afiar a knaifa ... deixa-os andar, eles que corram que esta merda de andar a correr atrás da bola cansa muito. A pressão é grande, não nos querem deixar sair, trocar a bola é complicado … mas temos as nossas armas … usamos as barrigas para proteger a bola … Pernetas ganham a bola, troca de pés mirabolante, 2-1, desmarcação rápida, bola nas costas dos BYL e tauuuu … GOOOOOOOOOOLOOOOOO …. 1-0 … vai buscar!!!! 2 minutos de domínio dos meninos lindos e asseados e os marrecos e acabados apanham a bola e em contra-ataque pimba.  


Foi sol de pouca dura porque veio ao de cima a classe de dois jogadores deles … a equipa de arbitragem … que ignorou uma falta grosseira e clara sobre o Zé, nosso guarda –redes internacional que ocupava quase a baliza toda, assim como um fora do jogo do tamanho da torre dos clérigos e validou um golo de sorte que deu no empate aos 3 min de jogo. Vai ser bonito … tive que segurar o João (chavalo nascido e criado na zona mais emblemática de Fiães – o Ferradal) que já estava a tirar a navalha do sutiã para tratar do assunto como só nós sabemos fazer. Calma que a gente ganha isto … tenho uma carta na manga …
a amarelo a indicação que o VAR deu ao árbitro ...é o que digo, um escândalo validar este golo...


Recomeçou o jogo e não tardou o Bruno (o meu menino, que andou a ver vídeos meus para se preparar para estes jogo – não caralho, não são esses vídeos de touradas, são outros, os de bola J) a abrir o livro … duas cuecas seguidas, um dois um com a Lurdes seguido de um tiro ao angulo. Guarda redes estava a pentear-se e nem deu pela bola entrar. Os Pernetas novamente em vantagem e bem merecido logo aos 4min.


Aos 5min o momento do jogo … BYL à procura do empate, remate forte que o nosso Zé segura com classe, colocando a bola na frente com um lançamento magistral … Perneta-Mor (eu) num sprint rápido como só eu sei fazer, quando me vou a isolar sozinho sem ninguém para atirar a marcar vem um dos bonitinhos e manda-me uma sarrafada a varrer por trás (o que tu queres sei eu, mas daqui não levas nada ó Gil … não sou desses, nada contra mas vira-te para os teus) … o árbitro fez de conta que não viu e ainda me deu um amarelo por simulação … só não levou na tabuleta porque fiquei manco e tive que sair do jogo. Ainda fui a tempo de tirar o facalhão das mãos do João, facalhão esse que ele trazia escondido na meia esquerda.
o momento do abandono ...

o Hugo "anda lá, joga lá mais um bocadinho .. precisamos de ti" ... um queriducho 

5min de pura classe e estava terminado o jogo para mim – veredicto do massagista – estiramento na coxa esquerda. Era ver a tristeza no olhar dos adversários, o João Laranjeira chorava como um menino que é, o Hugo no chão a fazer uma birra, o Nuno com as mãos viradas para o céu “e agora meu Deus? Como ganhamos o jogo?” … do outro lado o contraste … os meus compinchas Pernetas não conseguiam esconder a felicidade, nem disfarçavam sequer … o Zé e o Bruno agarrados um ao outro aos saltinhos “e quem não salta não é da malta, olé,olé…”, a Lurdes até pingaria a cueca de tão contente (se as usasse) e o João sacou da caçadeira que tinha enfiado na sapatilha direita e andava aos tiros para o ar … e a nossa claque??? Confettis de todas as cores do arco iris, balões, bandeiras desfraldadas e fogo de artificio … sem o Perneta-Mor em campo a coisa estava ganha!!!
Saí de coração cheio e muito emocionado, ficou confirmado o que já desconfiava …todos me adoram mas exprimem-no de forma diferente … os BYL de uma forma mais sensível e os Pernetas mais efusivos. E entrou o Tiago para o meu lugar … não lhe invejo a sorte, é uma herança pesada (82Kg de momento) …
muito emocionado com o carinhos que todos tem por mim ...

achas bonito o que fizeste? Achas? Nem ponta de remorsos ... enfim


Não desanimei …é nas desgraças que vou buscar forças e a equipa precisa de mim. Sentei-me no banco e dei uma de treinador … alguém tinha que orientar a equipa. Eu mandava recuar e a malta avançava, “joga na direita” e a bola ia para a esquerda, “olhó Tiago sozinho” … bola na Lurdes …  
O jogo estava frenético … os BYL estavam espicaçados e pressionavam alto fazendo valer a estampa física. A equipa técnica deles achou que se explorassem o lado da nossa menina (não, o Badolas não foi convocado) que ia ser fácil … enganaram-se redondamente … ali não passa ninguém … até os calcanhares a nossa Lurdes lhes mordia … rapidamente perceberam que não era por ali …


Lurdes: "que queres caralho??? Não partiu pois não? Meninos da cidade, pffff..."

... como não se safavam sozinhos lá veio o senhor do apito dar mais uma mãozinha, permitindo um ganho de bola em falta e mais dois fora de jogo na mesma jogada … Golo dos BYL … 2-2 … mesmo a mancar ainda consegui tirar a granada das mãos do João (tinha-a escondida nos boxers, na parte da frente … bhleeccc) … o que um gajo faz para evitar uma desgraça.
Bola ao centro, entrada a matar do Nuno sobre o nosso Tiago que fica com a perna virada ao contrário … o árbitro pára o jogo e pede ajuda ao Videoárbitro … silêncio … apercebo-me do nosso João a sacar de uma bazuca que tinha escondida atrás da orelha direita (a do brinco) e consigo sacar-lha num último instante …. “não morreu? Sigaaaa …” … e os BYL seguiram, demonstrando um falta de fair play que não me admira nadinha aproveitaram que o Zé tinha ido ao balneário afinar as roldanas do joelho esquerdo para rematar para a baliza deserta …. 2-3 para os BYL!!!


... tudo sobre controle ... fair play?? Isso é uma treta ...
Se todos pensaram que o jogo estava feito não conhecem os Pernetas, não conhecem a nossa raça. Somos guerreiros, não desistimos assim e ainda tínhamos uma carta na manga … o Kaká. E perguntam vocês … mas o Kaká não é dos BYL??? … vá perguntem … é dos BYL sim senhora, é por isso mesmo.
Eu explico … o Kaká tem um problema … é um indeciso, e nestas coisas das futebolices há algo que para ele é um problema … ele tem demasiados dedos nos pés (5 em cada acho eu) e nunca se consegue decidir com qual chutar … e mal entrou em campo foi logo decisivo com dois passes maravilhosos a isolar adversários… primeiro o Bruno e depois a Lurdes que com toda a classe não perdoaram … tau … Pernetas na frente 4-3 … depois aconteceu o impossível …


Kaká ... o nosso melhor jogador ...
Estão a ver o nosso João, o do armamento … esse mesmo. Ele e uma bola não casam, ele é mais bicicletas (e agora Triatlo … é um gajo muito ponderado, há dois meses não sabia nadar – consta que ainda não sabe – e está inscrito num Ironman daqui a poucos meses – isto só para verem o calibre deste personagem). O nosso João foi jogar de sapatilhas de corrida de estrada, que tem um drop bastante alto … se o jeito para acertar na bola já era muito pouco assim ainda era mais difícil. Os BYL do alto da experiência deles reconheceram-lhe o jeito em 5 minutos e a partir daí deixaram-no à vontade … dali não vem perigo achavam eles. Mas enganaram-se … uma vez apenas … ele recebeu a bola (leia-se "a bola bateu-lhe nas pernas"), virou-se rapidamente (leia-se "atrapalhou-se, tropeçou e ficou virado para a baliza sem saber como") e quando viu a bola ali mesmo a jeito de chutar à baliza os olhos dele cresceram 5x e saíram de órbitra … “é a minha oportunidade .. mas com que pé chuto??? … chuto com o esquerdo??? Ou com o direito??? … que se foda, chuto com os dois …”  … e goooooloooooo …. Como? Não sei, ninguém sabe … só sei que a bola ia para a bandeirola de canto se não batesse no focinho do Bruno, fizesse ricochete na barriga do Nuno e batesse no joelho do Laranjeira antes de passar devagarinho a linha de golo …. 5-3 para os Pernetas … o impossível estava a acontecer … os pacóvios a dar uma abada aos lindões J

infelizmente o momento não foi captado, mas fica aqui uma foto que demonstra bem a classe do nosso João, a equipa dele com bola e ele nas calmas a olhar para o relógio e a pensar "... já falta pouco para ir morfar à D.Alice" ...
Mesmo em cima do apito para o intervalo mais uma intervenção decisiva do melhor jogador dos BYL … o árbitro … inventando um livre indirecto dentro da área porque o Bruno deu uma sapatada carinhosa no rabo (não posso dizer cú neste cantinho) do nosso Zé (algo habitual entre eles, de há muitos anos … se fosse apenas isto estávamos bem, enfim).
dizem que são "irmãos" ... pois, pois ... o Badolas que saiba ...


E nesse livre indirecto, e mesmo tendo combinado “que não vale estouros” o Gil dos BYL relembrou que o Fair Play era uma treta de chutou a bola a 300km/h em direcção à baliza … 8x … nas duas primeiras não acertou na baliza, e o árbitro disse que era para repetir até a bola entrar … os Pernetas decidiram então ir já para o intervalo enquanto o Gil tentava acertar na baliza deserta a 3 metros de distância … ao fim de 5 tentativas consta-se que foi o próprio árbitro a meter a bola na baliza antes de mandar tudo para intervalo. 5-4 para os Pernetas.
tadinhos ... não podem com uma gata pelo rabo (não posso dizer cú por estas banadas)

"ó Presidente ... aquelas gajas estão a meter-se contigo, e são duas" ... "onde, onde??? ahh... que queres, lindo como sou elas não me largam"

"ó moça ... topa-me aqueles dois morcões ... dá-se que feios" ... "então o de preto exagera" 

No nosso balneário estava tudo calmo … enrolaram-se mais umas rúculas, beberam-se umas minis antes de uma pequena sesta em equipa. Todos menos um … o João tinha sacado de uma AK-47 que tinha escondido debaixo de um dente do siso e de fita preta na cabeça preparava-se para o pior … sorte dele é que eu tenho o sono leve e ainda fui a tempo de lhe meter juízo naquela cabeça oca … deu duas passas numa folha de rúcula a acalmou … ao fim de 2 horas estava na hora para a 2ª parte …
equipa unida ... vamos a eles...

cá está ele ... o nosso craque Kaká pronto a continuar a ser decisivo 

uiii ... foda-se, ficou no banco :(:(:( 


O que dizer desta 2ª parte … o maior escândalo de todo o sempre … não sei se foi fruta, e-mails ou outra coisa qualquer … o que sei é que em 20min que durou a 2ª parte a equipa de arbitragem marcou 153 penalties a favor dos BYL … às vezes a bola nem ia ao centro sequer, eram marcados seguidos “para não perder tempo” … 
penalti nr.1

penalti nr.69 

pelo meio entradas assassinas ... valeu um massagista de 1ª 

mais entradas assassinas ... começo a achar estranho tanto macho no chão, a roçar-se uns nos outros... hmmm???? 

confusão instalada ... mais un penalti, o 153º ... é preciso estar atento ao nosso João ... 

vale tudo ...

atentem nos olhinhos do presidente deles ... tá tudo dito .. 

topem esta sequência ... categoria ... "tira o casaco que vais entrar ... tás a ver o como o teu pai joga?"

"olha bem ... tás a ver bem???" 

"faz tudo ao contrário ...oupas, vamos caralhooooooo" 

e pronto ... Golo do Renatinho ... isto é para quem sabe, não é para quem quer ... 


Nunca vi coisa igual e a partir de um certo momento deixei de me preocupar com o jogo e andava apenas a vigiar o nosso João para evitar uma desgraça … ele em pouco tempo tirou uma Kalashnikov de uma narina, um tanque de guerra da 2ª guerra mundial que trazia escondido na trunfa e um submarino nuclear entre as pernas (dos joelhos seus depravados) - consegui evitar tudo in extremis … quer dizer, quase … não consegui evitar a arma mais letal dele, dois peidinhos engarrafados que ele tinha enfiado no rabo (não posso dizer cú pois não?) … deflagrou-os em pleno campo sem que eu o conseguisse evitar e foi a desgraça total … com o smell nauseabundo desmaiaram todos sem excepção, jogadores, treinadores, adeptos … todos menos eu, que devido ao avançado estado da idade (PDI) já não cheiro nada … 
É evidente que o jogo acabou ali … ao fim de hora e meia a malta começou a acordar mas ninguém se lembrava de nada do que se tinha passado ali. Apenas sabiam que tinham vindo a Fiães City of Garden fazer um jogo … como tinha ficado? Ninguém sabia ao certo … azar …



 Valeu malta!!!!

Eu por acaso até sei … mas não digo!!! Vamos ter que repetir J
Depois do apronto fomos todos para a Dª Alice … o furacão Ana continuava a fazer das suas, frio, vento, chuva … e nós enfiados numa sala em granito, com uma lareira acesa, no quentinho bem bom, a comer umas belas sandes de presunto com ovo e um caldo verde caseirinho, acompanhado por umas minis bem frescas e umas canecas de receita. E o melhor de tudo … a companhia, muitas histórias engraçadas, sempre na galhofa J
Bem ... como ninguém se lembrou de tirar fotos durante o cumbibio fica aqui a foto do campeão da comezaina - acho que dá para ver onde ele enfia tanta comida e bebida ... não vou dizer o nome para não ferir o orgulho do gajo ... 


pensavas que escapavas Nuno? ... Tania, menos comida e mais "acção" em casa sff :)



Foi um domingo bem passado, diferente do habitual por não haver corrida … até houve, mas atrás de uma bola. Os BYL são nossos conhecidos de longa data, uma equipa (agora associação) que conheço desde a sua formação e que está em grande crescimento.

Conheci o João Laranjeira (o presidente) nos primeiros Trilhos do Perneta há quase 5 anos e houve uma empatia imediata. É com gosto enorme que assisto ao crescimento dos BYL, identifico-me muito com a forma de estar que eles tem no desporto e na vida e sempre que nos cruzamos (Pernetas e BYL) é uma festa. E assim vai continuar a ser porque eles são gente boa e nós também … obrigado por terem vindo até cá e ficamos à espera da desforra um dia destes J